sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Febre amarela: o macaco não é o vilão


Os recentes casos de febre amarela, detectados na zona norte da cidade, reacenderam a preocupação com a proliferação da doença. A febre amarela, tanto na forma silvestre quanto na urbana (que não ocorre no Brasil desde 1942), não é transmitida por macacos.

A febre amarela silvestre é uma doença viral transmitida por mosquitos contaminados por vírus dos gêneros Sabethes e Haemagogus, e ocorrem em áreas de mata.



Os primatas são vítimas da doença, assim como os humanos, e não transmitem o vírus. Os macacos, na verdade, são considerados sentinelas no ciclo da febre amarela. Eles adoecem e/ou morrem quando infectados pelo vírus, indicando que a doença está circulando nas proximidades. Dessa forma, os órgãos de saúde podem agir imediatamente na prevenção da transmissão da doença para os humanos.
A febre amarela não é transmitida ao entrar em contato com uma pessoa infectada, uma vez que não é contagiosa.

- Recomendações Importantes:

Diante do cenário atual, importante alguns esclarecimentos ao encontrar um macaco doente ou morto:

– Não mexa e não transporte o animal, porque há risco de contaminação por outras doenças (não pelo vírus da febre amarela);

– Entre em contato imediatamente com a Vigilância Epidemiológica Municipal (consulte o site da Prefeitura Municipal) ou o Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) (http://www.saude.sp.gov.br/resources/cve-centro-de-vigilancia-epidemiologica/institucional/gves.pdf);


No caso de encontrar um macaco vivo sadio:

– Não capture e não transporte;

– Não alimente;

– Não maltrate;

– Não mate.

É importante lembrar que agredir ou matar macacos é crime ambiental (Lei Federal nº 9.605/1998, artigo 29) e prejudica o trabalho de prevenção dos surtos de febre amarela.

Denuncie à Polícia Militar Ambiental SP, por meio

1- Aplicativo de “Denúncia Ambiente” (gratuito);

2- Site: http://denuncia.sigam.sp.gov.br/;

3- Unidade mais próxima da Polícia Militar Ambiental, 

4- Disque 190, em casos de emergência.


Para os macacos, mantidos em cativeiro, a orientação é não solte, pois eles não conseguem sobreviver sozinhos. A soltura de animais silvestres é considerada crime ambiental previsto em lei (Lei Federal nº 9.605/1998, artigo 31). Além disso, a introdução de qualquer animal silvestre em áreas naturais ou urbanas, sem autorização prévia do órgão ambiental competente, pode ocasionar desequilíbrios ambientais.

Lembre-se, macacos mantidos em cativeiro podem adoecer por vários motivos. Nesse caso, procure um médico-veterinário. Cuide bem do animal.

- Prevenção:

A forma mais eficaz e segura para não pegar a febre amarela é a vacinação. Para quem vai entrar na mata ou caminhar nas suas bordas, além da vacina, é indicado o uso de camisas de manga longa e repelentes. 


O governo do estado de São Paulo fechou por tempo indeterminado os parques estaduais Alberto Löfgren, conhecido como Horto Florestal, e da Cantareira, na capital paulista, por conta dos macacos encontrados mortos com o vírus da febre amarela.


Fonte:Governo de São Pauo

Medo de altura e de voar podem estar relacionados


Se você sente medo de voar, saiba: você não está só! Praticamente metade dos passageiros já experimentou algum grau de desconforto durante uma viagem de avião. Um em cada oito, no entanto, tem pavor de viajar de avião, a chamada aerofobia. Um dos mais conhecidos aerofóbicos é o diretor dinamarquês Lars Von Trier, de Ninfomaníaca (2013). O cineasta costuma voltar do Festival de Cannes de carro para casa, tal o terror de subir em um avião.

A maioria das fobias aparece no fim da segunda infância, início da adolescência e tende a piorar com a idade. Segundo Fernanda Queiroz, psicóloga e cofundadora da VOE Psicologia, as fobias são medos intensos de coisas que, na realidade, apresentam um perigo pequeno ou nenhum perigo. “É um medo irracional.”

Não é incomum uma pessoa ter aerofobia combinada a outras fobias, como é o caso do medo de altura, ou acrofobia. “O ser humano não nasceu com asas, portanto, voar realmente é algo estranho, que literalmente nos tira do chão. Por isso, muitas pessoas acreditam que viajar por meio de transporte terrestre é mais seguro, quando na verdade não é, e as estatísticas comprovam isso”, diz Fernanda. A chance de morrer em um avião é
 1 em 11 milhões. Já a probabilidade de um acidente fatal no transporte terrestre é de 1 em 5 mil.

- Sinais são iguais:


Os sinais físicos e psicológicos do medo de voar e de altura são praticamente os mesmos. “Além de ansiedade desmedida, geralmente os sintomas incluem elevação da frequência cardíaca, tremores, sudorese, dores do peito, tontura e respiração ofegante”, explica Paola Casalecchi, psicóloga e cofundadora VOE Psicologia.

- Tratamento à mão:

Hoje, há uma diversidade de técnicas para ajudar quem sofre com esses medos. A VOE Psicologia, por exemplo, trabalha com uma combinação de técnicas de um protocolo de um dos principais centros de estudo sobre o medo de voar. 

“O tratamento é de curta duração. São 10 sessões, se a pessoa quiser fazer sozinha, ou dois dias para grupos, num esquema intensivo. Combinamos dessensibilização sistemática, também muito usada no caso da acrofobia, terapia cognitivo comportamental e técnicas para o controle da ansiedade”, contam as especialistas.

Além disso, a pessoa é exposta gradualmente e com todo o cuidado à situação que lhe gera medo, no caso, voar. “É uma simulação de voo terapêutica, feita em simuladores de voo, com pilotos e outros técnicos de aviação.” 

Cerca de 90% dos pacientes se veem livres da fobia. O último curso do ano acontece nos dias 9 e 10 de dezembro, em São Paulo. No próximo ano, a terapia chega para os cariocas.



Fonte: Leda Sangiorgio

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Cinco roteiros de vinho para desfrutar no Chile .

24 de novembro é o Dia Internacional do Carmérnère. Uma ótima ocasião para visitar as vinícolas chilenas e celebrar a uva que é referência no país.

O país é o único no mundo que possui mais de 200 mil hectares de vinhedos, cultivados com raízes próprias (sem enxertos americanos), livres de Filoxera e outros vírus transmissíveis. Somente no ano passado, mais de um milhão de turistas nacionais e internacionais participaram de alguma atividade relacionada ao vinho no país. A produção da bebida no Chile atinge a marca de cerca de um milhão de litros por ano e é o quarto país exportador de vinho – com mais de 80% da produção destinada ao mercado internacional.

O país é o único no mundo que possui mais de 200 mil hectares de vinhedos que cultivados com raízes próprias (sem enxertos americanos), livres de Filoxera e outros vírus transmissíveis com os enxertos. Somente no ano passado, cerca de um milhão de turistas nacionais e internacionais participaram de alguma atividade relacionada ao vinho no país. A produção da bebida no Chile atinge a marca de mais de um milhão de litros por ano e é o quarto país exportador de vinho – com mais de 80% da produção destinada ao mercado internacional.

- Roteiros de vinho imperdíveis no Chile:

1- Roteiro de vinho de Casablanca:


O Valle de Casablanca fica a 50 minutos de Santiago, capital do país. Hoje é um dos vales mais concorridos da região, devido a sua diversificada oferta de vinhos.

Casablanca tem uma área de mais de seis mil hectares e se divide em diferentes subvales, onde se localizam as vinícolas que formam esse roteiro, a maioria aberta ao público. Algumas delas são: Veramonte, Emiliana, Catrala, Viña Mar, Matetic, Indómita, Quintay, Casas del Bosque, Recova Wines e Loma Largae Kingston. Também é possível fazer atividades na Estancia El Cuatro, El Jardín de Cepas, no Restaurante Macerado de Viñamar, House Casa del Vino e no Restaurante Tanino.

Existem tours com duração de meio dia e de um dia, quando se pode visitar os vinhedos, adegas e salas de barris, degustando vinhos e queijos, rodeados pela bela paisagem da região. Também é possível desfrutar de almoços harmonizados e visitar o primeiro museu do vinho de Casablanca. Quem quiser se hospedar no local, existe opção de hospedagem nas vinícolas Viña Mar e Vina Matetic, ou a apenas 30 minutos, na cidade porto de Valparaíso.


2- Roteiro de vinho do Valle de Colchagua:

Colchagua se localiza a 150 quilômetros ao Sul de Santiago e se especializou na produção de vinhos tintos premium, como o Cabernet Sauvignon, Carménère e Syrah. Suas bebidas se destacam por sua maturidade, concentração e potência.

As vinícolas que oferecem tour em Colchagua são Casa Silva, Koyle, Lapostolle, Los Vascos, Montes, MontGras, Neyen, Santa Cruz, Ventisquero, Viu Manent e Apaltagua. Também é possível passear pelos vinhedos, harmonizando gastronomia - com um almoço chileno, piquenique, ou outras alternativas. Além disso, durante a noite tem alternativa de conhecer o astroturismo na região.

O local oferece experiências como a oportunidade de ser enólogo por um dia, podar e colher uvas e até fazer seu próprio vinho. É possível ainda praticar windsurfe, kitesurf e surf na costa, ou até fazer trekking nas montanhas Montes. Voar em um balão de ar quente também faz parte dessa proposta, que busca integrar outros destinos da região, como Pichilemu e Matanzas, que inclui roteiros de pesca em San Fernando e casas históricas do século XIX.

3- Roteiro de Vinho do Valle de Curicó:

Reconhecido como um dos maiores vales vitivinícolas do Chile, o Valle de Curicó conta atualmente com cerca de 25 mil hectares.Esse roteiro permite conhecer diversas vinícolas e adegas com diferentes perfis. 

Os visitantes podem desfrutar da paisagem em imponentes mirantes, visitar cavas subterrâneas de mais de 100 anos ou casarões de famílias tradicionais em tours de várias opções de duração. Nesses passeios também é possível saborear deliciosos pratos de comida típica.

Esse vale conta com 12 adegas, que mesclam elegância de adegas boutiques com casas históricas e parques. Entre as opções de vinícolas incluídas nesse roteiro estão: Miguel Torres, Aresti, Alta Cima, Millamán, Correa Albano, Puertas, Valdivieso, Echeverría, San Pedro, Requingua, Folâtre e Las Pitras.

4- Roteiro de Vinho do Valle del Maipo:

O Valle del Maipo, a região vinícola mais antiga do Chile, fica a 40 minutos de Santiago. Suas adegas boutique de inspiração francesa lhe renderam o título de “Little Bordeaux”.

Esse roteiro oferece tours divertidos que incluem passeios de bicicleta, degustações e uma deliciosa gastronomia. Algumas das vinícolas que se pode visitar são Chocalán, Almaviva, El Principal, Aquitania, Odfjell, La Montaña, Undurraga, Santa Rita, Pérez Cruz, Concha y Toro, Huelquén, Tarapacá, de Martino, Causino Macul e Haras de Pirque.

5- Roteiro de Vinho do Valle del Maule:

Esse roteiro começa na pré-cordilheira Maulina, onde estão os vinhos brancos como Sauvignon Blanc, seguindo para o Centro, onde são produzidos incríveis vinhos Cabernet, Merlot e Malbec. Finalmente, a região da serra convida os visitantes a degustarem deliciosos Cabernet Sauvignon, Carménère e Carigñan.

Algumas das vinícolas desse roteiro são Corral Victoria, Vía Wines, Aromo, Terra Noble, Casa Donoso e Balduzzi.


Fonte:Juliana Bordin

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Primavera é época ideal para observação de borboletas


Em meio aos carros e prédios das grandes cidades é cada vez mais raro a presença da natureza e das belezas que ela oferece. No entanto, não muito longe dos centros urbanos, alguns locais oferecem uma proximidade com áreas naturais, como parques e praças, por exemplo. São nesses lugares que insetos como as borboletas podem ser encontrados e contemplados principalmente por apreciadores que praticam a chamada observação de borboletas.

A prática, semelhante ao conhecido birdwatching (observação de aves), nada mais é do que a saída para perto da natureza para avistar diversas espécies de borboletas e suas coloridas asas. Muitos desses insetos são encontrados em áreas densas de florestas, outros em áreas abertas; alguns se alimentam de néctar, outros de frutas fermentadas e outros, ainda, nem se alimentam, pois não possuem aparelho bucal. 


Já que as borboletas são tão diversas e excelentes indicadoras da qualidade do ambiente, a prática é realizada em muitas áreas protegidas, como forma de medir o grau de conservação dos ecossistemas naturais. 

A atividade também é considerada uma importante ferramenta de monitoramento científico, pois permite identificar quais espécies existem em determinado local, como elas se relacionam com o ecossistema onde vivem e como a presença de algumas espécies podem indicar o grau de conservação dessas florestas.


“A observação de borboletas ainda é pouco conhecida, mas é importante que as pessoas se interessem por ela. As borboletas são excelentes indicadores de qualidade do ambiente onde são encontradas, podendo ser chamadas de termômetros ambientais. Em áreas preservadas, por exemplo, a composição das espécies que encontramos é diferente das existentes nas áreas desmatadas”, explica Natacha Sobanski, colaboradora da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

Para incentivar o exercício de observação, a instituição realizou no último final de semana uma saída de campo na Reserva Natural Salto Morato, mantida pela própria Fundação Grupo Boticário e localizada no litoral do Paraná. Ao todo, participaram cerca de 20 voluntários, entre especialistas, moradores da região e estudantes, que puderam praticar também a observação noturna de mariposas.


Para Natacha, observar borboletas vai muito além de um passeio em meio à natureza, trata-se de um exercício de sensibilização ambiental, principalmente quando envolve a sociedade.” As borboletas são, além de importantes para o ecossistema, bonitas e carismáticas. Por isso é essencial a utilização delas em trabalhos de ciência cidadã e sensibilização ambiental, pois é uma forma fácil de aproximar o público da natureza”, analisa.

Ivan Bueno, morador da cidade de Guaraqueçaba foi um dos participantes e definiu o encontro como positivo, principalmente pela aproximação da população local com os pesquisadores. “Essa aproximação é interessante tanto na questão social quanto educacional. Acredito que ambas as partes saem ganhando. Particularmente, acho que conhecimento nunca é demais e tudo que vem para somar, com certeza, vale a pena. Sem dúvida, essa iniciativa vem ao encontro do propósito da preservação, de conhecer o meio onde vivemos e compreender a importância em manter o equilíbrio ambiental”, define.


Esta é a primeira vez que o monitoramento de borboletas é realizado na Reserva e a atividade vai contribuir para que seja feito um inventário de borboletas do local. “Temos aqui o monitoramento de aves, que também são indicadores do meio ambiente, da flora local, e agora vamos iniciar com as borboletas. Quanto mais informações tivermos sobre a biodiversidade da Reserva em longo prazo, maior será a nossa compreensão sobre a efetividade da Reserva Natural Salto Morato na conservação da natureza”, analisa.


Fonte: Fundação Grupo Boticário