quinta-feira, 27 de abril de 2017

Cunha sedia a Festa do Pinhão


Para celebrar o cultivo do pinhão, cidade conta com vários atrativos, com destaque para os pratos preparados por quituteiras da roça e chefs de restaurantes locais, além de apresentações artísticas que vão das rodas de viola à MPB

Caldinho, canjiquinha, farofa, bolos e mais uma dezena de variadas receitas feitas com pinhão poderão ser saboreadas por quem visitar o 17º Pinhão, Viola e Prosa na Praça, até 7 de maio, na Praça da Matriz da Estância Climática de Cunha, cidade do Vale do Paraíba, interior de São Paulo.

A festa, que foi aberta oficialmente no dia 15 de abril, conta com uma programação extensa desde 20 de abril, quando a cidade completou 159 anos. No fim de semana de 28, 29 e 30 de abril e 1º de maio, os visitantes terão a oportunidade de assistir a shows de variados estilos.

Na sexta, Tavinho Lima embala o público com suas canções de MPB. O cantor, compositor e produtor de eventos, começou a carreira artística como percussionista da Banda de Pau e Corda e fez parcerias com renomados artistas, entre eles Jane Duboc, Tetê Espíndola e Oswaldinho do Acordeom. Conquistou mais de 300 premiações em festivais de MPB pelo país e, em 2012, fez a canção tema do personagem Firmino da novela Carrossel, do SBT.


Já no sábado, o palco recebe a dupla cunhense Luís Gustavo e Edilson e o Grupo Madalena, que traz no repertório consagrados sambas antigos e composições próprias, feitas com grande influência de mestres da MPB, mas que demonstram uma linguagem pretensiosamente inovadora, desde a sonorização até a comunicação visual utilizada. O grupo já fez apresentações na TV Cultura, ESPN Brasil, Record News, bem como shows no Sesc e demais casas de espetáculos em diversas cidades.

Para esta edição da Festa do Pinhão, a Secretaria Municipal de Turismo e Cultura da Estância Climática de Cunha espera receber mais de 20 mil turistas. Para mostrar a toda sua hospitalidade a esses visitantes, além dos shows, a cidade criou uma praça de alimentação para o evento, onde diversas barracas oferecem iguarias com pinhão especialmente preparadas por cozinheiras e quituteiras da roça, incluindo pratos doces e salgados, para todos os gostos.



Os restaurantes da cidade, conduzidos por chefs de nível internacional, também participam do evento e servem receitas criativas à base de pinhão. A cada ano eles oferecem um cardápio diferente e é possível provar, por exemplo, truta com diversos molhos de pinhão, cordeiro e leitoa com farofa ou molhos especiais de pinhão, tutu com farinha de pinhão e muitas outras criações inovadoras, além dos tradicionais pinhões cozidos e assados.


- A cultura do Pinhão:

Paralelamente à festa, o Parque Estadual da Serra do Mar promove a 9ª Exposição Pinheiro Brasileiro, do dia 15 de abril ao dia 31 de julho. Com a ajuda de monitores, os visitantes vão conhecer melhor como é desenvolvimento do pinheiro e do seu fruto, o pinhão, uma verdadeira aula sobre o assunto. A exposição também reúne peças do artesanato local produzidas com a pinha e obras que usam o pinhão como inspiração.


O Pinheiro Brasileiro, conhecido cientificamente por araucaria angustifolia, é uma da espécie muito antiga da flora brasileira. O amadurecimento do pinhão acontece entre os meses de março e abril e sua comercialização só é permitida a partir do dia 15 de abril de cada ano. Essa data foi estabelecida em função da necessidade de preservação da espécie e também com a finalidade de garantir a alimentação da fauna silvestre existente nas regiões que apresentam incidência desse tipo de floresta nativa.

Em Cunha, a colheita do pinhão acontece há muitos anos e representa um significativo incremento para a economia local e, especialmente, para a geração de renda extra para os produtores rurais.

- Sobre a cidade: 

Rodeada por montanhas que abrigam lindas cachoeiras e nascentes, a Estância Turística de Cunha é a cidade que conserva a maior reserva de Mata Atlântica em todo o Brasil, a qual está em duas áreas de proteção, o Parque Estadual da Serra do Mar – Núcleo Cunha e o Parque Nacional da Serra da Bocaina.


Com 23 mil habitantes, a cidade já foi rota dos tropeiros que percorriam a Estrada Real, levando o ouro de Minas Gerais até o porto de Paraty e de lá para o Rio de Janeiro e Portugal. Hoje, sua economia está dividida entre a pecuária e as produções do tradicional pinhão, bem como de queijos, mel, cogumelos shitake, cordeiro e truta. 


Além da cerâmica de alta temperatura, que credencia a cidade como sendo um dos maiores polos cerâmicos da América Latina, em especial no que se refere à técnica de queima que usa os fornos noborigama. Outros ceramistas, que utilizam técnicas diferentes, também vieram para a cidade atraídos pela sua importância e representatividade, dentro do segmento cerâmico artístico e funcional.


Quem visitar a cidade pode fazer passeios de turismo rural ou de ecoturismo (trilhas), conhecer florestas de pinhão e uma representativa reserva de Mata Atlântica, cultivos de cogumelo shitake e truta, fazer visita a apiários, de fabricação de queijos, bem como pesqueiros. Entre os destaques para se conhecer em Cunha estão o Pico da Pedra da Macela (1.840 m de altitude, que, em dias de céu limpo, possibilita avistar o litoral, de Angra dos Reis a Paraty), o Parque Estadual da Serra do Mar (com suas várias trilhas) e as diversas cachoeiras da cidade, dentre elas a do Pimenta e a do Desterro.
                            

Para receber os turistas interessados em conhecer seus sabores e belezas naturais, Cunha conta com mais de 60 pousadas de variados níveis de acomodações e com diversificados restaurantes, que oferecem pratos com os ingredientes típicos da região e também a tradicional cozinha brasileira e até internacional.


- Serviço: 

17º Pinhão, Viola e Prosa na Praça

Programação dos dias 28, 29 e 30 de abril e 1º de maio

Local: Praça da Matriz de Cunha

28/4 – sexta-feira
22 horas – Tavinho Lima

29/4 – sábado
16 horas – Luís Gustavo e Edilson
22 horas – Grupo Madalena

30/4 – domingo
15 horas – Esquadrilha do Samba
21h30 – Douglas e Vinícios

1º/5 – segunda-feira
15 horas Roda de Viola – Violeiros de Cunha


Fonte: Angela Lereno

terça-feira, 25 de abril de 2017

Viagem ao Caribe: seis curiosidades sobre as Ilhas Cayman


Localizadas em um ambiente tropical com praias de areia branca e água cristalina, as Ilhas Cayman são conhecidas no turismo internacional pela ótima oferta gastronômica e geografia excelente para a prática de mergulho e snorkel. 

Conheça 6 curiosidades sobre esse destino considerado um dos mais sofisticados do Caribe.

- Localização:


Muitos não sabem, mas as Ilhas Cayman estão localizadas a apenas uma hora de voo de Miami, trata-se de um arquipélago e território britânico no Caribe formado por três ilhas: Grand Cayman, a maior das três que abriga a capital George Town, Cayman Brac e Little Cayman.

- Origem:


As ilhas foram descobertas por Cristóvão Colombo em 10 de maio de 1503, quando uma ventania desviou o curso de seu barco durante a sua quarta e última expedição ao “novo mundo”. As duas ilhas avistadas naquela época foram Cayman Brac e a Little Cayman, sendo Grand Cayman a última a ser descoberta e a maior das três ilhas que completam o arquipélago hoje conhecido como Ilhas Cayman. 

- População:


Isaac Bodden, foi o primeiro habitante permanente registrado nas Ilhas Cayman, nasceu em Grand Cayman em meados do ano de 1700. Atualmente a população do país é de aproximadamente 54.878 habitantes, dos quais 30% é formada por estrangeiros. Cerca de 52.601 vivem em Grand Cayman, 2.107 em Cayman Brac e apenas 170 em Little Cayman.


- Animal Símbolo:


Os descobridores ficaram tão impressionados com a quantidade de tartarugas-de-galápagos que habitavam as ilhas durante a descoberta que o país era chamado de “Las Tortugas” (As Tartarugas) antes de receber o nome oficial de Ilhas Cayman. Mesmo com a mudança do nome o animal continua um dos símbolos do país presente em todos os lugares, como no logo da cia aérea nacional e no desenho da bandeira nacional. Além disso, as Ilhas Cayman também possuem um centro de reprodução e proteção com mais de 16.000 tartarugas.


- Cultura Histórica:


Três dos principais atrativos para conhecer a história das Ilhas se encontram em Grand Cayman. O Museu Nacional, que oferece excursões e visitas guiadas; o The Wreck of the Ten Sail, local do naufrágio de dez barcos em 1974 onde hoje turistas podem fazer snorkel e visitar o monumento em memória ao acidente; e Pedro St. James, um impressionante casarão restaurado que leva seus visitantes de volta ao século XVIII.


- Cultura Gastonômica: 


As Ilhas Cayman também fornecem uma viagem cultural pela sua história através de diferentes produtos fabricados por empresas locais. Um dos principais produtos é o “Rum Cake” (bolo de rum), o doce está em praticamente todos os cardápios de sobremesas dos resturantes locais e é simplesmene impossível voltar sem comprar várias caixas no free shop do aeroporto, onde pode-se encontrar uma ampla variedade de sabores e tamanhos. Esse é o melhor souvenir que alguém vai querer receber!

                        

Fonte: Renato Oliveira

Quatro princípios para a construção de uma infraestrutura segura para a Internet das Coisas


A Internet da Coisas (IoT) está em pleno curso, revolucionando a maneira como vivemos. Criando casas inteligentes, transportes conectados e sistemas de energia inteligentes. Entretanto, a tecnologia depende da transmissão de grandes volumes de dados. Com enormes quantidades de informações flutuando no ciberespaço e milhões de dispositivos conectados, os hackers estão encontrando mais oportunidades de causar impacto neste ambiente. 

Em outubro do ano passado, mais de 80 serviços, como Netflix, Twitter, AirBnb, PayPal e Spotify saíram do ar depois de um ataque hacker e foi, em parte, culpa de dispositivos IoT. Foi o mais grave ataque, afetando mais de 1 bilhão de clientes. Felizmente, existem maneiras de resolver o problema. Ao proteger o dispositivo, a rede e a nuvem, podemos reduzir os riscos de um ataque. 

Aqui estão alguns princípios para a construção de uma infraestrutura robusta IoT.

1. Segurança por projeto:

Os desenvolvedores devem avaliar as necessidades de segurança da infraestrutura, conduzindo uma rigorosa avaliação de riscos no início do processo do projeto. A segurança por projeto precisa incluir uma auditoria detalhada, analisando os riscos e considerando a natureza dinâmica das ameaças cibernéticas. A avaliação deve incluir todos os elementos: o dispositivo, a nuvem e as redes. Deve medir o impacto da fraude contra o custo do que precisa ser protegido, alcançando um equilíbrio.

2. Proteger os dispositivos

Há duas etapas para proteger dispositivos: a primeira é equipá-los com identidades robustas. Para proteger sua integridade (identidade, software do dispositivo e sua configuração), os fabricantes têm que investir em estruturas de segurança adequadas, sejam elas baseadas em hardware, em software ou uma combinação de ambas, especialmente para dispositivos usados ​​em alto risco ou ambientes potencialmente hostis. Por exemplo, dispositivos conectados usados ​​para automóveis, drones, sensores de fábricas e câmeras de segurança. Uma parte crucial da construção de identidades seguras é o processo de autenticação. Estes dispositivos conectados devem ser capazes de conduzir a autenticação mútua com outros dispositivos: a nuvem e a rede, assim, somente o acesso autorizado é permitido. Além disso, o gerenciamento do ciclo de vida de segurança precisa ser implantado. O que isto significa? Garantir que os dispositivos IoT possam se adaptar a ameaças dinâmicas através do download de software, patches de software e atualizações de segurança em uma base regular.

3. Proteger a nuvem:

Uma infraestrutura de IoT segura também deve proteger dados em movimento ou em repouso, além de garantir que ele esteja corretamente criptografado. O acesso aos dados dos dispositivos de sistemas consumidores (smartphones e tablets, por exemplo) ou servidores de aplicação deve ser rigidamente controlado através de mecanismos de autenticação forte.

4. Proteger as redes e proteger os dados na rede:

Em cada etapa de sua jornada, os dados provenientes de dispositivos confiáveis ​​autenticados precisam ser protegidos, caso contrário ele poderia cair em mãos erradas. Através de uma combinação de técnicas como criptografia de dados e proteção de integridade, podemos mitigar os riscos de ataques cibernéticos. Seguindo estes princípios, podemos ajudar a construir uma infraestrutura de IoT segura, permitindo que a tecnologia conectada alcance seu potencial máximo sem comprometer a confiança do usuário.





Fonte: Andre Mattos -diretor de Mobile Services e IoT Brasil, Gemalto

segunda-feira, 24 de abril de 2017

No dia 22 de abril foi comemorado o dia da Terra




Parabéns, Mãe Terra! Felicidade e muitos milênios de vida!

Vamos comemorar com um presente? Que tal um bolo? Que tal uma festa com balões, muita comida e bebida? Ou um daqueles produtos eletrônicos bem bonitos, cheio de botões, embrulhado naquele papel celofane brilhante e com um plástico transparente?

É assim que pensamos numa festa, certo?

Pois é, dia 22 de abril é o dia Internacional da Mãe Terra, reconhecido pela Organização das Nações Unidas em 2009. Porém, foi criado em 1970 pelo senador norte americano Gaylord Nelson para criar consciência sobre as questões de poluição, conservação da biodiversidade, desenvolvimento sustentável e cada dia mais pensarmos no impacto do consumo para o meio ambiente e para as questões sociais.

Se pensarmos nesta mãe Terra como um organismo vivo, como muitos chamam de Gaia, temos que entender que cada vez mais existe um organismo que está se multiplicando rápido demais em cima da sua “pele” e extraindo os seus minerais, usando sua água, aquecendo seu clima, derretendo os seus “pontos gelados” e tirando sua cobertura vegetal.

Este organismo chamado ser humano possui 7,3 bilhões de representantes (em 2015) e pode chegar a 10 bilhões em 2050. O problema é exatamente o crescimento exagerado. Há dois mil anos éramos 300 milhões, em 1800 chegamos ao primeiro bilhão, dois bilhões em 1927, três bilhões em 1959 e quatro em 1974, só para ter uma ideia de como estamos povoando rápido demais. O problema não é estarmos aqui e sim o que precisamos para estarmos aqui.

Diziam antigamente que precisávamos de ar para respirar, água, alimento, moradia e vestimenta, segundo as necessidades fisiológicas da pirâmide de Maslow. Mas fomos subindo nesta pirâmide das necessidades, “evoluindo” segundo alguns pensadores, buscando segurança, questões sociais e psicológicas, e agora cada dia mais autorrealização. Óbvio, se pensarmos em todos os habitantes do planeta, a maioria ainda está buscando as necessidades básicas. Isso mostra o primeiro ponto de repensarmos neste dia da Mãe Terra, que seus filhos estão sofrendo e sendo tratados desigualmente em suas necessidades. Acho que nenhuma mãe gosta disso!

Outro ponto é que, para aqueles que já passaram dos pontos básicos da pirâmide de Maslow, estão buscando satisfazer a sua necessidade de autorrealização, comprando produtos e serviços que muitas vezes não precisam ou nem queriam. Pois é, estranho não? Compram ou consomem para poder mostrar status e poder. O problema disso é que para este produto ou serviço ser feito, utilizará “pedaços” da mãe Terra. 


Segundo o Global Footprint Network (GFN), uma organização de pesquisa que mede a pegada ecológica das atividades humanas do mundo, os “organismos pensantes” utilizam os recursos existentes da nossa mãe Terra que seriam para o ano inteiro em apenas 8 meses, os outros meses já seriam o “cheque especial” dos recursos. Ou seja, em função do atual ritmo de consumo, a demanda por recursos naturais excede a capacidade de reposição da mãe Terra. Sendo assim, dependendo do seu estilo de vida, precisaremos de 1,5 a 3 planetas para sustentá-los. Lembrando: temos só UM planeta!

Ufa! Que comemoração mais triste!

Não, a ideia é conscientizar que precisamos repensar o nosso consumo, o nosso jeito de produzir energia, de valorizar o que vale a pena para a nossa autorrealização. Entender que o consumoé necessário, porém, com menos impacto social e ambiental. 

Necessitamos explicar para nossas queridas marcas, produtos e serviços que a mãe Terra não vai suportar este modelo atual de captação de recursos naturais e descarte no ar e no mar. Entender que para a sobrevivência e perenidade destas empresas, os processos e mentalidade precisam mudar, e que com isso os acionistas poderão ter seus retornos mais sustentáveis do ponto de vista financeiro, ambiental e social.

Vida longa à nossa mãe Terra que sempre nos suportou e nos ajudou a evoluir! E que agora consigamos, com esta evolução, devolver o “cheque especial” que estamos emprestando dela e harmonicamente consumir para as nossas necessidades, sejam elas quais forem.




Autoria : Marcus Nakagawa é professor da ESPM; sócio-diretor da iSetor; idealizador e diretor da Abraps; e palestrante sobre sustentabilidade, empreendedorismo e estilo de vida.