quinta-feira, 19 de julho de 2018

Por que muitos empresários não conseguem sair de férias?




Ser empresário, para muitos, não é exatamente um mar de rosas. Muitas vezes, ele é o primeiro a entrar e o último a sair. Décimo terceiro salário é apenas para os colaboradores e as férias nem sempre vêm como ele quer. Mas, então há um paradoxo por trás disso, pois quase todo empresário montou sua empresa com o sonho de ter liberdade financeira, de tempo e de escolha. 


E, férias pelo tempo que quiser sem ter que pensar na própria empresa, estão inclusas aí. A pergunta que fica é: quantos dos empresários estão obtendo estes benefícios? Quando faço essa pergunta aos empresários que participam dos nossos eventos, vejo que quase nenhum responde afirmativamente.

Ao contrário, muitas vezes estão estressados, com a saúde já não tão boa e até a família entra na dança. Diferentemente do que muitos pensam, isso não deveria ser assim. Muito trabalho não é sinônimo de resultados e, a consequência é mais sofrimento que prazer em ter a empresa que sempre sonhou.


A questão muitas vezes está mais ligada à forma como pensa o empresário do que a outras questões em si. Até porque a forma como ele pensa leva à forma como decide e, consequentemente, leva às ações tomadas que, por sua vez, tornam-se os resultados (positivos ou negativos). Então, basicamente, se os resultados não estão a contento é porque as formas de pensar também não estão.

A próxima pergunta é: como pensa o empresário? Verificando mais a fundo, se encontra o paradoxo. Complete a frase: "O olho do dono engorda o ...". Sim, se eu citar esta frase em mil palestrar minhas, em todas, muitos empresários vão conseguir completar a frase perfeitamente. Normalmente: "O olho do dono engorda o gado (ou o porco, dependendo de quem fala)".

Mas o que significa isso? Significa que o empresário tem que ficar na empresa todo tempo, caso contrário ela não funcionará. Significa também que ele não tem confiança nas pessoas que operam a empresa para ele. Porque se alguém tem que fazer as coisas bem feitas, será apenas ele (é como pensa, mas nem sempre reconhece). Muitos vão dizer "eu não penso assim". Bom, verifique melhor a forma como faz as coisas, porque muitos donos estão assim e não se deram conta disso ainda. Como eu sei disso? Pelo resultado e pela produtividade dele e da empresa.

Então, será que o velho ditado "o olho do dono engorda o gado" funciona? Certamente se o empresário quer crescer e expandir a ponto de ter várias unidades de seu negócio, não. Seria improvável o dono conseguir chegar a dirigir uma empresa média ou grande com eficácia, sozinho. E é exatamente por isso que existem equipes, sistemas e processos dentro de uma empresa. Para que ela funcione sem o dono operando.

Sendo assim. para tirar férias efetivas (muitos têm férias, mas não são efetivas) em primeiro lugar o dono deve mudar a forma de pensar. Deve pensar que em médio/ longo prazo, a empresa não deveria ser operada por ele. Isso vai força-lo a montar as melhores equipes, sistemas e processos. O que no final das contas significa melhorar a produtividade e consequentemente os resultados.



Fonte: Marcos Guglielmi é treinador de empresários, empresário e sócio fundador da ActionCOACH São Paulo.


Empresas vivendo menos, pessoas vivendo mais



No ano de 1900, a expectativa de vida de um brasileiro ao nascer era de apenas 33 anos. Em 1940, era de 43 anos. Apesar de o país ser pobre e atrasado, a expectativa de vida no Brasil em 2016 atingiu 75,8 anos. As pessoas estão vivendo mais, muito mais. É uma mudança radical, que tem impactos no mercado de trabalho, na previdência, na saúde, nas finanças pessoais e, de resto, em todos os aspectos econômicos e sociais. Praticamente nenhum setor deixará de ser impactado pelas mudanças demográficas e pela expectativa de vida. Viver mais pode ser uma dádiva, desde que você entenda o que está acontecendo e saiba lidar com as consequências.

Em relação às empresas abertas no território brasileiro, 60% delas morrem antes de completar cinco anos. Em setembro de 2016, a revista Exame publicou matéria sobre as empresas instaladas no Brasil que tinham mais de 100 anos idade: eram apenas 34. No atual mundo instável e de revolução tecnológica constante, as empresas estão vivendo menos. Hoje, até mesmo gigantes, como a General Motors, estão morrendo mais cedo. Há seis ou sete décadas, as empresas duravam mais, os trabalhadores ingressavam em um trabalho e só saíam ao se aposentar. Esse tempo acabou.

Duas perguntas se impõem: (a) por que esses fenômenos estão ocorrendo? (b) quais as consequências para nossa vida pessoal? Quanto à primeira pergunta, há algo interessante: os dois fenômenos que estão fazendo as pessoas viverem mais são os mesmos que fazem as empresas viverem menos. Esses fatores são: o progresso da ciência e a revolução tecnológica. A explosão de conhecimentos científicos que se seguiu à descoberta do antibiótico por Alexander Fleming em 1928 e a revolução tecnológica no mundo da farmacologia, das ciências médicas e das condições sanitárias mudaram por completo a expectativa de vida dos humanos. Muito breve teremos uma legião de pessoas com mais de 100 anos.

Pois a evolução das ciências e a monumental explosão das tecnologias estão jogando uma multidão de empresas no leito de morte. Os exemplos são muitos. As grandes fábricas de automóveis – General Motors, Volkswagen, Ford e outras – nasceram com a revolução na eletricidade no fim do século 19 e a invenção do motor a combustão interna, e viveram tranquilas por décadas. A maioria não previu que, nos anos 1980, os japoneses viriam a ferir de morte a indústria automobilística norte-americana dentro do próprio Estados Unidos. O deslumbre com o sucesso impediu que os executivos do setor de automóveis percebessem a onda tecnológica que vinha em sua direção.

No mundo atual, algo parecido está ocorrendo. A explosão de descobertas e invenções vem criando uma revolução tecnológica permanente, sem data para acabar, que vai sangrar milhões de empresas em todo o mundo. Uma consequência é certa: milhões de trabalhadores perderão seus empregos mais de uma vez durante sua vida. Como a vida está mais longa, é recomendável questionar sobre como se preparar para enfrentar essa realidade e construir uma aposentadoria tranquila.

Em verdade, primeiro devemos pensar sobre como resolver o problema de sustentar a nós e nossa família durante o tempo de trabalho, que não será mais de apenas 35 anos; para quem tiver saúde, o período de trabalho será de 50, 60 anos. Os sistemas de previdência social tal como existem hoje vão desaparecer, é uma questão de tempo. Mais cedo ou mais tarde, as duas previdências, a do INSS (trabalhadores privados) e a dos servidores públicos, vão ser reformadas. Ou fazemos isso ou o país vai afundar na pobreza. Não é uma questão ideológica. É imposição da realidade dos fatos.

Não há nada mais antigo e mais atrasado do que esse embate tosco entre esquerda e direita (se é que existe isso no Brasil), uns dizendo que a previdência está falida e tem de ser reformada e outros dizendo que não. É o caso de perguntar quantos dessa gente observam o mundo, estudam, analisam e adquirem conhecimentos necessários para um debate inteligente. Certamente, bem poucos.

Quanto aos empreendedores, eles também devem pensar sobre como prolongar a vida de suas empresas. As mudanças pelas quais o mundo está passando exigem que as pessoas se adaptem e as empresas também. Teimar contra os fatos não é bom caminho.
                                      
Fonte: José Pio Martins é economista e reitor da Universidade Positivo (UP).


Ecoturismo em pauta no IX Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação



Dentro da programação do IX Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação (CBUC), que será realizada entre os dias 31 de julho e 2 de agosto, em Florianópolis (SC), há inúmeras discussões relacionadas com o tema do evento “Futuros Possíveis: Economia e Natureza”. Entre elas está um simpósio, que inclui dez palestras dedicadas ao debate sobre o ecoturismo como estratégia para a conservação de áreas protegidas, desenvolvimento local e oportunidade de negócio.

Em 2017, mais de 10 milhões de pessoas visitaram áreas protegidas, um recorde de visitação dos últimos dez anos, segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Isso representa um aumento de 20% no número de visitantes em relação ao ano anterior. Esses dados mostram que há cada vez mais pessoas querendo se conectar com a natureza e, assim, buscando mais áreas verdes para realizar atividades ao ar livre.

“No Simpósio, mostraremos oportunidades de atrair esses novos turistas para unidades de conservação (UCs), de modo a movimentar a economia local e engajar a sociedade na conservação da biodiversidade”, comenta Marion Silva, coordenadora Áreas Protegidas da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, organização que promove o CBUC.

Além disso, de acordo com o Fórum Econômico Mundial, o Brasil está na primeira colocação no quesito “atrativos naturais”, entre 136 países avaliados por um estudo de competitividade no turismo. Mas, apesar de o turismo em áreas naturais no Brasil ter grande potencial de crescimento, esta ainda é uma atividade econômica pouco aproveitada no Brasil, se comparado com outros países. Por isso, o Simpósio "Ecoturismo como estratégia para a conservação de áreas protegidas" tem também o objetivo de apresentar oportunidades para fortalecer o turismo em unidades de conservação. “Esperamos, com o Simpósio, despertar ainda mais a conscientização e a oportunidade do ecoturismo como negócio e como lazer”, comenta Marion.


O público presente terá a oportunidade de ouvir grandes especialistas na área, entre eles o americano Jonathan T. Putnam, do US National Park Service, que falará sobre “A importância da visitação em Unidades de Conservação: Uma visão internacional e a experiência do Serviço Nacional de Parques Americanos com o programa “Find your park”. Também falarão sobre o tema o espanhol Ignácio Jiménez Pérez, da Conservation Land Trust, abordando “Conservação em larga escala: O papel do ecoturismo no engajamento da sociedade e poder público”; e James Barborak, da Universidade do Colorado, discursando sobre a “Capacitação para aprimorar a efetividade na gestão de áreas protegidas: lições aprendidas no Brasil e no mundo”.

Além disso, serão apresentadas práticas que se transformaram em casos de sucesso na área, como o Legado das Águas Reservas Votorantim, a Reserva Particular do Patrimônio Natural Sesc Pantanal, o programa de voluntariado em UCs do ICMBio, a iniciativa de ciência cidadã do Instituto Butantan, a e as ações do Instituto Alana para incentivar aproximação entre crianças e unidades de conservação.

- Sobre o IX CBUC:

O IX Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação (CBUC), realizado pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, periodicamente desde 1997, é um dos mais importantes fóruns da América Latina sobre áreas protegidas, seus desafios e sua importância para a sociedade. Neste ano, em sua nona edição, o evento acontece em Florianópolis (SC), entre 31 de julho a 2 de agosto de 2018.

Paralelamente ao CBUC, outros dois eventos serão realizados de forma simultânea: o Simpósio Internacional de Conservação da Natureza e a Mostra de Conservação da Natureza. Assim, a programação será abrangente possibilitando ao público presente ter contato com iniciativas e projetos inovadores.

As inscrições podem ser realizadas até 19 de julho pelo site do evento. No dia, as inscrições serão realizadas mediante disponibilidade de vagas. As categorias válidas para meia-entrada são: estudantes, idosos, portadores de deficiência, jovens carentes de 15 a 29 anos, doadores de sangue; funcionários públicos de órgãos ambientais; profissionais de ONGs; e proprietários de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs).

A programação do IX CBUC está disponível no site www.fundacaogrupoboticario.org.br/cbuc.

Fonte: Fundação Grupo Boticário


quarta-feira, 18 de julho de 2018

Conheça lugares da região portuguesa que remetem às clássicas histórias


Mais do que um destino ideal para os amantes dos vinhos, o Alentejo se destaca por conter cenários que, além de impressionar, lembram os clássicos contos de fada que conhecemos na infância. Com castelos imponentes, pequenas e charmosas vilas repletas de casas pintadas de branco, monumentos históricos e paisagens bucólicas, a maior região de Portugal possui todas as características para os visitantes viverem as próprias histórias de fantasia.

Conheça alguns desses locais que fazem do Alentejo o local perfeito para aqueles que querem ter a sensação de viver nos tempos de reis, príncipes e princesas.

- Castelo de Estremoz:

Imagine dormir em um verdadeiro castelo? Sim, no Alentejo isso é possível. Entre tantas hospedagens reais está o Castelo de Estremoz. Logo na entrada, os hóspedes são recebidos pela estátua em mármore branco da Rainha Santa Isabel, que dá nome à pousada. Em seu interior, a decoração dos ambientes e suítes possui detalhes que remetem aos tempos de nobreza, o que o fará repousar 
como uma majestade.


- Castelo de Vide:

Uma linda vila alentejana em plena Serra de São Mamede, Castelo de Vide está no topo de uma colina, posição perfeita para observar os arredores. E não basta que esse seja um dos vilarejos mais encantadores de Portugal, com suas ruazinhas de paralelepípedos e casinhas brancas e floridas; a vista dos campos que a cercam é impressionante!


- Odemira:

É difícil não se apaixonar pela paisagem de Odemira. As casas brancas dessa encantadora cidade são guiadas pelo rio Mira e seus jardins são de encher os olhos. Aproveite para registrar cada momento em cenários repletos de flores e muito verde, que transmitem uma intensa sensação de paz junto às águas tranquilas do rio.


- Museu D. Leonor:

Construído no século XV, esse antigo convento situado em Beja é uma belíssima construção que hoje funciona como um museu. Repleta de detalhes, ela transporta os visitantes para os tempos medievais, além de conter exposições que contam a história da região desde os tempos pré-históricos.


- Ourique:

É uma pequena vila repleta de charme, com paisagens hipnotizantes e belos jardins, que parece ter saído de um conto de fadas. Dentro do Castelo de Ourique, aprecie o encantador jardim interno, com vegetações e flores de diversos tipos e onde se encontra a estátua de Dom Afonso Henriques – uma bela homenagem ao primeiro rei de Portugal.


- Paço Ducal Vila Viçosa:

Com uma magnífica fachada de 110 metros de comprimento toda revestida em mármore, o Paço Ducal é um dos mais emblemáticos monumentos de Vila Viçosa. Já foi residência da Família Real portuguesa e, atualmente, expõe artigos como mobília, utensílios domésticos, vestuários e impressionantes obras de arte da época. Assim, é possível até imaginar como era viver nos tempos da monarquia.


- Sobre o Alentejo:

Considerado o destino mais genuíno de Portugal, o Alentejo é a maior região do país. Privilegiando um lifestyle tranquilo em que a experiência de viver bem dá o tom, conta com belas praias intocadas e cidades repletas de atrações ímpares, como castelos e monumentos históricos. 


Detentor de três títulos da UNESCO e diversos outros prêmios e reconhecimentos internacionais no setor do turismo, o Alentejo oferece opções para todos os tipos de viajantes, sejam famílias, casais em lua de mel ou aventureiros.




Fonte: Jessica Ferreira