segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Flores e frutos exóticos na Ilha da Madeira


Uma das características mais indiscutíveis da Ilha da Madeira é sua incrível beleza natural. Parte desse mérito se deve ao trabalho de preservação das áreas de natureza do destino, que incluem belos jardins espalhados por seu território, especialmente em Funchal, a capital.

Diversas espécies de flores são cultivadas na Madeira devido a sua localização privilegiada no Atlântico, que proporciona clima ameno o ano inteiro. Entre espécies endêmicas e de outros lugares do mundo, boa parte delas exibe seu encanto independente da estação. Sua extrema importância para a cultura local rendeu até um festival exclusivo: a Festa da Flor, comemorada anualmente durante a chegada da primavera.



Visitar os jardins madeirenses é como se deparar com um espetáculo de cores e perfumes variados, que harmonizam com o ambiente de forma impressionante, transmitindo uma intensa sensação de tranquilidade. No Parque de Santa Catarina, no centro do Funchal, o turista pode admirar a bela coralina-elegante, que insere seu contraste avermelhado por entre o verde da folhagem das árvores. Já subindo para o Monte, no Jardim de Santa Luzia, o chapéu-chinês chama a atenção por seu curioso formato, que lembra os chapéus utilizados pelos chineses. 
                                  

O Jardim Tropical Monte Palace possui uma variedade considerável de plantas e flores de diversos países, tornando-se um dos locais mais belos da ilha. Outro local que merece destaque é o incrível Jardim Botânico, com seus magníficos canteiros em formas geométricas precisas. Nele, é possível ver boa parte da flora típica regional, incluindo a múchia-dourada, abundante em terrenos próximos ao mar, e o Sapatinho, uma das flores mais tradicionais da ilha que se desenvolve em até 300 metros de altitude.


Com amplos campos verdejantes e lagos, os Jardins do Palheiro possuem vistas panorâmicas e contemplam árvores com mais de 200 anos de existência, além de raras e valiosas espécies de plantas provindas de diferentes lugares do mundo.


Por sua vez, o famoso Mercado dos Lavradores é o local perfeito para instigar todos os sentidos. É possível adquirir muitas flores cultivadas na ilha, além de se deliciar com frutas exóticas. Alguns exemplos são o tabaibo, a pera-abacate, a anona (com sua polpa aveludada e doce que mescla o sabor de outras frutas tropicais mais conhecidas), as diversas espécies de maracujá, as araçais, entre outras.


- Sobre a Ilha da Madeira:


Considerado o melhor destino insular do mundo, a Ilha da Madeira é um pequeno paraíso português situado em meio à imensidão do Oceano Atlântico. De origem vulcânica, sua localização privilegiada proporciona clima ameno e mar com temperatura agradável o ano inteiro, além de impressionantes cenários de montanhas, vales e penhascos, todos cobertos pela exuberante vegetação Laurissilva, nomeada Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco. 


O arquipélago é formado por um conjunto de ilhas, sendo as principais e únicas habitadas Madeira e Porto Santo. Há excelentes opções em balneários, monumentos históricos e ótimos hotéis e restaurantes, onde se pode provar a deliciosa gastronomia e os premiados vinhos madeirenses.


Fonte: Jessica Ferreira

Amar é viver, conviver, SER !


O amor surgiu, pois, a vida é relacionamento. Os seres humanos estão constantemente se relacionando com alguma coisa, sejam animais, alimentos do reino vegetal e mineral, objetos produzidos pelo homem, pessoas, pensamentos, sentimentos e situações. Em cada região do mundo existe um tipo de cultura, clima, vegetação e ambiente que muda conforme o tempo e com isso o amor também se modifica. Faz parte do processo de evolução a transformação.

Segundo Larriane Lopes, Coach Holística pelo IBC, "precisamos diariamente iluminar nossas sombras e libertar-se do apego a elas. O amor tem que ser despertado pois em algum momento foi esquecido/adormecido dentro de nós. E isso é importante pois é o amor que nos move nesse plano e sem ele começa-se a viver em uma profunda angústia, depressão, falta de pertencimento, motivação para acordar de manhã e assim a vida perde o sentido. 

O amor desperta a compaixão que é quando podemos nos colocar no lugar do outro, sentir sua dor, reconhecer seu potencial adormecido e servir com uma vontade genuína de dar força para o outro brilhar sendo feliz e satisfeito. É importante plantar todos os dias o que se quer colher e as vibrações que quer ter ao seu redor", explica.

Atualmente os relacionamentos e o amor acontecem de forma mais fluída e rápida devido a aceitação da sociedade, o dinamismo das informações, da economia, da forma de negociar e viver o dia-a-dia. "Tudo está relacionado ao amor ou a falta dele. Para amar é preciso ter coragem e disposição para demonstrar a sua vulnerabilidade e abrir mão de uma série de vícios e comportamentos que estão enraizados dentro de nós pelo ódio e medo como apegos, jogos de acusação e poder, dependência, ciúme, posse, vingança e todos os outros mecanismos de defesa que tem origem na carência afetiva. Responsabilidade para não culpar o outro pela sua infelicidade e sim entender e evoluir com a dor e o problema que está dentro de cada um de nós. Confiança para encarar seus medos e compreensão de que problemas são processos de evolução e aprendizagem que fazem parte da jornada e é através deles que avançamos", exalta a coach.

Larriane chega a concluir que o amor é uma qualidade de cada Ser conforme a manifestação da sua essência. É um estado permanente da alma, uma presença constante. Já a paixão pode iniciar do processo de união entre duas pessoas, porém raramente permanece em um relacionamento longo pois ela tem como objeto uma fantasia, uma idealização do outro ou de algo. 

"A paixão é egoísta, pois acredita-se querer bem ao outro mas a verdade é que só nós podemos curar nossas feridas. Ela move impulsos que gera no individuo vontade de ir além de si mesmo e de querer o outro feliz mas sempre também para curar uma dor interna. Se uma relação não tiver amor, estas feridas despertam eventualmente em insegurança, ciúmes, carência, possessão ou outras dores. Atraímos exatamente o que precisamos reintegrar e o casal precisa ser maduro o suficiente para lidar com estas questões que fazem parte do processo de evolução de cada ser, e assim, quando se cura essas feridas pode-se alcançar a meta maior que é o amor", finaliza a especialista.

Fonte:  Larriane Lopes

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Programa flagra movimentação de animais do Cerrado


Animais característicos do Cerrado vêm sendo flagrados em fotos que revelam informações sobre seus hábitos e condições de vida. As imagens são capturadas por câmeras especiais ativadas por movimento, instaladas na entrada das passagens de fauna – corredores de concreto abertos sob os trilhos.

Espécies como lobo-guará, tamanduá-bandeira, cervo-do-cerrado, onça-parda e onça-pintada já foram flagradas utilizando as estruturas. O uso de passa-fauna e o monitoramento da vida no Cerrado integram programas ambientais desenvolvidos pela Rumo, a maior concessionária de ferrovias do Brasil

Ao todo, são 87 passagens instaladas ao longo dos 752 quilômetros de linhas férreas entre Aparecida do Taboado (MS) e Rondonópolis (MT), onde funciona, desde 2013, o maior terminal de embarque ferroviário da Rumo. Foram construídos 252 quilômetros de ferrovias entre Alto Araguaia e Rondonópolis, ampliando o alcance da estrada de ferro em Mato Grosso, estado líder na produção e exportação de grãos no Brasil.

A análise dos dados coletados nesse trecho como um todo exige a dedicação de nove biólogos colaboradores da Rumo. Eles analisam periodicamente os registros de cada passa-fauna. De forma planejada, instalam câmeras por tempo determinado nos pontos de travessia. Depois, recolhem as imagens capturadas nessas “armadilhas”. 



Ao final de cada temporada, os registros são organizados e ficam à disposição da comunidade científica. É possível mensurar aspectos das condições de vida da fauna, além de verificar a existência de animais adultos e filhotes, a frequência na movimentação de famílias e grupos, a predominância de herbívoros ou carnívoros.

O número de registros de animais silvestres tem sido elevado. Numa temporada de monitoramento, chega-se a aproximadamente 1,3 mil flagrantes em 140 “armadilhas fotográficas”. Diversas espécies são registradas ao longo do período, algumas delas em diferentes graus de ameaça, como a anta, o cervo-do-pantanal, o lobo-guará, a onça-parda, a onça-pintada, a queixada, o tamanduá-bandeira, o tatu-canastra e o veado-campeiro. Além de fotos, coleta-se também pegadas dos animais, com plotes (moldes) em locais de passagem.

“O monitoramento que fazemos agrega uma série de dados importantes para trabalhos científicos relacionados à fauna do Cerrado”, afirma a coordenadora Stefani Gabrieli Age, que integra a equipe de biólogos da Rumo. A própria equipe se encarrega de produzir artigos que apresentam os registros. O uso de passa-fauna é recorrente em todo o Brasil, em rodovias e ferrovias. 


A coleta de dados nesses locais e o aproveitamento das informações ajudam a embasar projetos que identificam fatores de risco e defendem espécies nativas. Medidas simples como alertas sonoros ajudam a preservar a vida dos animais.

Fonte: José Rocher

A beleza que vem do céu !


O ser humano, desde os tempos do Antigo Egito, busca proteger-se de condições climáticas extremas, tanto para sua sobrevivência, quanto em relação a sua aparência. A vaidade e os cuidados com o corpo já faziam parte do povo egípcio e romano. Assim, a maquiagem e rituais de beleza, muitas vezes, tinham papel mais que estético: de proteção contra as intempéries do tempo.

A mais antiga das maquiagens era usada pelos egípcios, conhecida como kohl. Ela consistia em fragmentos de uma mistura do mineral malaquita com carvão e cinzas, que servia para realçar os olhos e diminuir a incidência do reflexo do sol. Além disso, os olhos maquiados eram muito valorizados, pois, dessa forma, não se olhava direto para o deus sol. O rímel, como é conhecido hoje, era outra mistura usada, feita de óleos e passada nos cílios, para evitar a entrada de areia nos olhos.

Os cremes e óleos hidratantes de corpo também tinham sua vez! Em uma pele muito ressecada pelo sol, podiam surgir ferimentos e, assim, infecções, além da perda de água e consequente desidratação. No antigo Egito, até mesmo os trabalhadores mais humildes utilizavam óleos corporais, feitos a partir da gordura de patos e gansos, e mel, para evitar a perda de água através da pele e surgimento de possíveis feridas durantes às jornadas de trabalho.

Juliana Hermsdorff, especialista da Squitter, esclarece que as substâncias usadas para este propósito são denominadas umectantes ou emolientes (amaciantes), e seu principal objetivo na pele é reter a água na pele, ou seja, manter a pele hidratada. Na Roma Antiga, as mulheres misturavam ingredientes como papa de cevada, chifre de veado moído, mel e salitre para produzir pastas à base de gordura, que eram aplicadas na boca, como um batom primitivo, para também proteger os lábios do ressecamento. E no século XXI, nada mudou! Podemos encontrar diversos cremes e batons umectantes nas prateleiras de lojas.

Quanto aos cabelos, eles até hoje têm seu papel em relação ao clima. “Em lugares mais frios, existe uma tendência evolutiva dos cabelos serem mais lisos, pois evitam a perda de calor. Já em países mais quentes e que a circulação de ar deve ser maior, o cabelo tende a ser ondulado/cacheado para criar espaços com ar entre o ambiente, e o couro cabeludo. Essas brechas permitem o movimento do ar e a troca de calor de maneira mais eficiente. Assim, aqui no Brasil deixar o cabelo natural e os cachos soltos, deixando de fazer uma chapinha ou alisamento, pode ajudar na sensação de calor, além de ser mais prático em dias de chuva!”, finaliza Juliana.



Fonte: Renata Jordão