quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

São Paulo recebe título de Capital Latino-americana da Cultura Gastronômica


O dia hoje foi de festa para o Brasil no estande do Ministério do Turismo na Feira Internacional de Turismo (FITUR), em Madri, Espanha. O espaço foi palco da entrega do título ‘Capital Latino-americana da Cultura Gastronômica’ à São Paulo, um reconhecimento à qualidade e diversidade da gastronomia paulistana. O título foi entregue pelo secretário-executivo do Ministério do Turismo, Alberto Alves, ao embaixador do Brasil em Madri, Antônio José Ferreira Simões.

“É uma honra para o Ministério do Turismo participar desse evento da concessão de um título tão importante para uma cidade brasileira. Esse fato, sem dúvida, contribui para que a gastronomia do Brasil, como um todo, seja um dos principais ativos do turismo nacional”, comemorou Alberto Alves.

A gastronomia é um dos itens mais bem avaliados pelos turistas internacionais que visitam o país. De acordo com pesquisa realizada pela Pasta, mais de 95% dos estrangeiros que estiveram no Brasil em 2016 aprovaram a gastronomia do país. A avaliação positiva é ainda maior se fizemos um recorte de avaliação por cidade – a gastronomia paulistana foi aprovada por 97,5% dos turistas internacionais no mesmo ano.

Participaram, ainda, da entrega do título o ministro do Turismo da Argentina, Gustavo Santos e o presidente da Academia Iberoamericana de Gastronomia, Rafael Anson.

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Brasil dos grandes eventos:

Outra boa notícia para o turismo brasileiro foi comemorada nesta quinta-feira (18) também na FITUR. O Brasil será palco da 18ª edição da Feira Internacional de Turismo Termal, Saúde e Bem-Estar, a Termatalia 2018, maior congresso do mundo de turismo termal, saúde e bem-estar. Será a primeira vez que o evento será realizado em terras brasileiras. A Termatalia deve reunir cerca de três mil profissionais do turismo de 40 países.

Dados da Organização Mundial do Turismo apontam que o turismo termal deve crescer 9% nos próximos cinco anos, o dobro do esperado para o turismo convencional.


Fonte: MTur

Costa dos Corais oferece opções de ecoturismo para as férias de verão


As férias de verão podem se transformar num grande roteiro de aventuras com os pacotes de viagens de turismo ecológico. O ecoturismo tem sido a preferência daqueles que procuram, ao viajar, conhecer e explorar patrimônios naturais, praticar esportes radicais sob a perspectiva da educação ambiental e da preservação da natureza. Nas viagens de ecoturismo, o turista tem a possibilidade de praticar esportes radicais, como mergulhos, rafting, rapel, safaris, mergulho e até escaladas.

E para que você possa desfrutar desse período de descanso com tranquilidade e diversão, a Fundação Toyota do Brasil, que apoia ações que são referência em ordenamento de atividades econômicas e turísticas no Nordeste, oferece algumas dicas de viagem para as praias da região da Costa dos Corais.

- A rota ecológica do Nordeste:

Um dos lugares mais procurados nas férias de verão tem 413.000 hectares de natureza exuberante em uma Área de Proteção Ambiental (APA). A APA Costa dos Corais abrange dez munícipios de Alagoas e três em Pernambuco e é um verdadeiro berçário da vida marinha com mais de 185 espécies de peixes registradas e a presença de animais em risco de extinção como a tartaruga-marinha e o peixe-boi. 

O local proporciona atividades de mergulho, passeios de barcos, observação de espécies da flora e da fauna, permitindo programas culturais como visitas às construções originais do século 18.


O projeto visa à conservação dos recifes de corais, proteção das áreas de manguezais, a preservação dos ecossistemas relacionados a espécies ameaçadas e busca a sustentabilidade das comunidades, que perceberam o potencial turístico da região considerada uma das mais belas do Brasil. Dessa forma, atividades econômicas regradas como o passeio de observação do peixe-boi marinho contribuem para a preservação do mamífero aquático mais ameaçado de extinção no Brasil. 


A atividade de observação da espécie é realizada pela Associação Peixe Boi, localizada em Porto de Pedras, Alagoas. A atividade acontece no rio Tatuamunha diariamente e tem duração de aproximadamente uma hora. Mas se programe com antecedencia, principalmente, na temporada, pois o número de visitantes se limita a 70 diariamente.

Para quem deseja conhecer as piscinas naturais de Alagoas, conhecidas também como galés, um dos locais sugeridos é Maragogi. Em horários de maré baixa é possível mergulhar de snorkel ou cilindro, opção que inclui acompanhamento de guias a cinco metros de profundidade. 

No mesmo circuito, não deixe de fazer uma visita a Japaratinga. A cidade tem um ritmo ainda mais relaxado que Maragogi e ainda mantém suas construções originais como a Igreja Matriz, construída pelos holandeses.

- Além da APA:

Muito próximo da APA, em Pernambuco, o mar cristalino da Praia dos Carneiros recebe diversos turistas para observar peixes e outros animais marinhos que se encontram nas piscinas de corais. O acesso difícil é motivo para o local ser relativamente pouco frequentado, tendo sua paisagem quase inalterada desde o século passado. Os tours de catamarã partem da Praia de Tamandaré (que é parte da APA) e os horários de saída podem variar de acordo com a época do ano.


Porto de Galinhas, também no estado pernambucano, é passagem obrigatória para os viajantes que estão na região. Durante o dia, o roteiro é preenchido por mergulhos, caminhadas pela praia e atividades como o frescobol. À noite, as vilinhas aconchegantes do centro comercial se enchem de turistas a procura de souvenirs.

- Como chegar:

- Aéreo

As principais portas de entrada para a Costa dos Corais são as capitais Maceió/AL e Recife/PE pelos aeroportos: Aeroporto Internacional de Maceió (Zumbi dos Palmares) e Aeroporto Internacional do Recife (Gilberto Freire), que se ligam por meio de serviços de tranfers oferecidos nos próprios locais.

- Ônibus

As saídas do ônibus em Maceió e Recife acontecem em horários simultâneos e o tempo de duração da viagem entre as duas capitais é de 4h40. Os ônibus partem dos terminais rodoviários às 4h15 e 11h.

- Carro

Partindo de Maceió pegue a rodovia AL-101 Norte. Partindo de Recife, vá para BR-101 Sul, depois pegue a PE-60 até divisa PE/AL, onde se acessa a AL-101 Norte.

- Dicas para aproveitar melhor sua viagem:

- No Nordeste, as paisagens das praias podem se diferenciar de acordo com a variação das marés. Se o passeio acontecer em um dia de maré mínima (entre 0,1m e 0,2m de altura), é possível observar os recifes de corais expostos com a água transparente na altura dos joelhos. 


- Em época de maré alta (entre 0,4m e 0,7m), a correnteza é mais intensa e fica mais difícil se movimentar entre os corais. Para ter uma previsão da maré no dia de sua viagem.

- É sempre recomendável que o visitante busque informações com profissionais e unidades de conservação a prática de atividades ecológicas.

- Ao mergulhar nas piscinas, passe protetor solar com antecedência e utilize apenas protetor à prova d’água, pois óleos e cremes prejudicam os corais;

- Não alimente os peixes, saguis e outros animais selvagens, pois pode colocar em risco a saúde e equilíbrio da fauna e flora local;

- Não pise nem toque nos corais. Eles são animais muito frágeis e morrem facilmente. Alguns organismos possuem substâncias irritantes e tóxicas que podem te machucar se você pisar ou tocar neles;

- Leve o lixo produzido a um local apropriado para coleta! Nunca jogue lixo no mar pois isso é prejudicial à fauna marinha;

- Não colete nada nem compre artesanato feito com animais marinhos. Do passeio, leve apenas memórias e fotografias;

- Ao avistar um peixe-boi, não se aproxime, não toque, nem ofereça alimentos e bebidas. Ele é um animal selvagem e está ameaçado de extinção no Brasil.


Fonte: Thais Rebequi

Mosquitos vetores de doenças ganham com redução de áreas verdes em São Paulo

A urbanização e a consequente redução de áreas verdes nas cidades podem ser consideradas uma verdadeira festa para mosquitos vetores de doenças, como o Aedes aegypti (dengue) e o Culex quinquefasciatus (filariose linfática).

Mais adaptados às áreas urbanas, eles são beneficiados pelo declínio da população de outras espécies de mosquitos. No município de São Paulo, essa relação não é diferente. Foi o que comprovou um estudo feito por pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo no âmbito do programa BIOTA-FAPESP.

Com a colaboração do Centro de Controle de Zoonoses e do Departamento de Parques e Áreas Verdes do município, foram coletados 37.972 espécimes da família Culicidae, que compreende espécies conhecidas popularmente como pernilongos. As análises posteriores realizadas em laboratório mostraram que eles pertenciam a 73 espécies e 14 gêneros diversos.

Embora a coleta, feita em nove parques municipais monitorados pelo estudo, indique uma rica diversidade de espécies na cidade, o estudo mostrou que existe um problema quanto à distribuição e composição dessas espécies nas áreas verdes do município.

Entre os resultados divulgados em artigo na Scientific Reports está a constatação de uma tendência à redução de espécies de mosquitos. Com isso, vetores de patógenos que causam doenças em humanos acabam sendo beneficiados adaptativamente.

Dos insetos coletados no estudo, 68% pertenciam a cinco espécies: Culex nigripalpus, Aedes albopictus, Cx. quinquefasciatus, Ae. fluviatilis e Ae. scapularis. Outras espécies de vetores – Cx. declarator, Ae. aegypti, Cx. chidesteri, Limatus durhami e Cx. lygrus – também foram encontradas com maior frequência nos parques urbanos.

“Existe uma relação entre o tamanho das áreas verdes e a diversidade das espécies. As áreas verdes menores tendem a possuir um subconjunto das espécies encontradas em áreas verdes maiores, havendo uma tendência para que a fauna de mosquitos nas áreas menores seja formada principalmente por vetores”, disse um dos autores do estudo, Antônio Ralph Medeiros-Sousa, doutorando na Faculdade de Saúde Pública da USP com Bolsa da FAPESP.

De acordo com Medeiros-Sousa, em cenários de fragmentação e redução das áreas verdes, mosquitos vetores são beneficiados com a extinção de espécies mais silvestres.

“Eles são mais adaptados ao meio urbano e, com a redução progressiva das áreas verdes, as espécies mais silvestres vão desaparecendo e as mais urbanas, justamente as mais competentes para a veiculação de patógenos, de certa forma dominam o território”, disse.

O estudo também mostrou que há uma grande variação na riqueza de espécies entre os parques monitorados. Foram coletadas 16 espécies no parque do Ibirapuera, com 1,58 km2 de área, enquanto no Parque Anhanguera (9,5 km2) foram encontradas 47 espécies. Como esperado, os fragmentos menores de área verde são mais suscetíveis a distúrbios ambientais, que afetam principalmente a permanência de espécies de baixa abundância.

“É bastante expressivo coletar quase 50 espécies de mosquitos dentro de uma área verde inserida em uma cidade. Não esperávamos esse número. Foi uma surpresa, mesmo sabendo que algumas regiões, como o próprio parque Anhanguera, teriam uma diversidade mais elevada, justamente por causa de sua área”, disse Medeiros-Sousa.

Mesmo com a comprovação da maior concentração de mosquitos vetores – sete dos oito mais comuns são vetores de patógenos em humanos –, os pesquisadores destacam não ser possível afirmar que há um maior risco de transmissão de patógenos, mas apenas uma maior possibilidade de contatos entre mosquitos vetores e humanos.

“Não quer dizer que vai ter doença. Existe outra parte determinante para a doença que é a presença do patógeno, como o vírus da dengue, Zika ou febre amarela. O estudo mostra que há um desequilíbrio, com menor diversidade de espécies em áreas menores e menos preservadas”, disse outro autor do estudo, Mauro Marrelli, professor associado da Faculdade de Saúde Pública da USP e orientador de Medeiros-Sousa.

Segundo os autores, os dados reunidos pelo estudo destacam a necessidade de outros trabalhos que busquem entender como a perda de espécies pode afetar o risco de doenças infecciosas em áreas urbanas.

- Ilhas verdes:

A relação entre área e diversidade é explicada pela Teoria do Equilíbrio da Biogeografia de Ilhas, formulada nos anos 1960 pelos ecólogos norte-americanos Robert MacArthur e Edward Osborne Wilson. De acordo com a teoria, a riqueza de espécies em ilhas representaria um equilíbrio dinâmico entre taxas de imigração e extinção, que são afetadas pelo tamanho e grau de isolamento da ilha. Essa mesma teoria pode ser aplicada a parques e áreas verdes urbanas, pois formam territórios isolados (ilhas) pela urbanização.

No caso dos mosquitos, que têm curto período de vida e se deslocam por curtas distâncias – ignorando eventuais casos de dispersão mecânica, quando o inseto é deslocado ao entrar em um carro, por exemplo –, a extinção teria um impacto ainda maior no equilíbrio das espécies.

“Mostramos que o modelo da Teoria da Biogeografia de Ilhas também se aplica no município de São Paulo. Notamos também que quanto menores forem as áreas verdes, a tendência é haver uma maior similaridade de espécies, já que as espécies mais bem adaptadas ao ambiente urbano tendem a ser selecionadas. Em nosso estudo, vimos que quase 70% dos mosquitos são de apenas cinco espécies. Isso sim é um problema”, disse Marrelli.

Os mosquitos formam um grupo muito diverso, com mais de 3,5 mil espécies conhecidas. Portanto, estudos sobre a diversidade de mosquitos em espaços verdes urbanos são úteis tanto para elucidar processos que conduzem os padrões de diversidade nos ecossistemas urbanos como para entender o papel da biodiversidade na redução ou aumento do risco de transmissão de patógenos.

No trabalho, a equipe de pesquisadores realizou coletas mensais, entre 2011 e 2013, em nove parques municipais de São Paulo: Alfredo Volpi, Anhanguera, Burle Marx, Chico Mendes, Ibirapuera, Piqueri, Previdência, Santo Dias, Shangrilá.

Fonte: Maria Fernanda Ziegler | Agência FAPESP 

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Quatro lugares para visitar no Arquipélago da Madeira



Recém-eleito o melhor destino insular do mundo pela WTA, o Arquipélago da Madeira tem paisagens impressionantes, excelentes atrações para seus turistas e gastronomia sem igual. Mas se engana quem acredita que é apenas na sua simpática capital, Funchal, que se pode aproveitar toda essa oferta turística.

Com seus mais de 740 quilômetros quadrados, a Ilha da Madeira possui pequenos municípios recheados de histórias e rodeados por belezas naturais incríveis. Confira abaixo alguns dos lugares que você não pode deixar de conhecer durante a sua estadia na ilha.

- Ponta do Sol:


Um paraíso na costa sul da Madeira, Ponta do Sol tem esse nome por ser considerado o local mais quente da ilha e é perfeito para aproveitar um belo dia de sol. É aqui que está situado o planalto de Paul da Serra, que proporciona uma fascinante vista do município. 


Não deixe de explorar as edificações históricas do local, como o Palacete do Lugar de Baixo, a Ponte do Caminho Real, o Centro Cultural John de Passos e a Igreja de Nossa Senhora da Luz, a matriz da cidade.

-Câmara de Lobos:

Oferece ótimas atrações para seus visitantes, como o Ilhéu de Câmara de Lobos, um rochedo sobressalente ao mar que possui um belo jardim, além de uma vista deslumbrante. A Igreja de São Sebastião, a Capela de Nossa Senhora da Conceição e o antigo Convento de São Bernardino são paradas obrigatórias para se apreciar a rica história local. Conheça também a charmosa vila de Curral das Freiras, único ponto da ilha de onde não se avista o mar, além do Estreito de Câmara de Lobos, onde se fabrica a principal iguaria da região: o vinho Madeira. 


Por isso, todos os anos recebe a Vindima ao Vivo da Festa do Vinho, que proporciona animação musical e desfiles aos visitantes, que podem também participar da colheita e da pisa das uvas.

- Santana:

Com impressionantes paisagens verdejantes cortadas pelas Levadas, Santana é o lugar perfeito para se apreciar a beleza natural da Ilha da Madeira, já que é considerada uma “Reserva da Biosfera” pela UNESCO e por ter o Parque Temático da Madeira e a Reserva Natural da Rocha do Navio em seu território. Para os aventureiros, os pontos mais altos da região portuguesa estão aqui: Pico Ruivo, o Pico das Torres e o Pico do Areeiro, todos com percursos terrestres. 


Já na cidade, as curiosas casinhas típicas chamam a atenção dos turistas. Com formato triangular, são revestidas de colmo e, originalmente, possuem um sótão para armazenamento de produtos agrícolas e por um piso térreo para moradia. 

- Machico:

A pequena cidade de Machico tem grande valor histórico para o arquipélago português, pois foi aqui que desembarcaram os descobridores Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira, em 1419. Seus cenários encantadores com exuberante vegetação e mar aberto convidam a um passeio pelos mirantes, como o Pico do Facho, de onde se tem um incrível panorama do vale e da baía de Machico, da vila de Caniçal e da Ponta de São Lourenço. 


Para os amantes do golfe, o Club de Golf Santo da Serra é considerado um dos mais espetaculares campos da Europa, com vistas inacreditáveis para as montanhas e para o oceano. Visite ainda o Museu da Baleia, a Zona Franca e reserve um tempo de relaxamento em uma das únicas praias de areia da ilha, conhecida como Prainha.



- Sobre a Ilha da Madeira :

Considerado o melhor destino insular do mundo, a Ilha da Madeira é um pequeno paraíso português situado em meio à imensidão do Oceano Atlântico. De origem vulcânica, sua localização privilegiada proporciona clima ameno e mar com temperatura agradável o ano inteiro, além de impressionantes cenários de montanhas, vales e penhascos, todos cobertos pela exuberante vegetação Laurissilva, nomeada Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco. 


O arquipélago é formado por um conjunto de ilhas, sendo as principais e únicas habitadas Madeira e Porto Santo. Há excelentes opções em balneários, monumentos históricos e ótimos hotéis e restaurantes, onde se pode provar a deliciosa gastronomia e os premiados vinhos madeirenses. 



Fonte: Jessica Ferreira