segunda-feira, 30 de novembro de 2009

A qualidade e a inovação

Há pouco mais de 50 anos, qualquer pessoa lhe diria que a qualidade vinha do inspetor que ficava no fim da linha de produção ou de um artesão que fazia algo bonito com as mãos. Até que W. Edwards Demming e outros começaram a se fazer uma pergunta fundamental: "Podemos tornar a qualidade uma responsabilidade de todos?
Podemos incorporar a qualidade à organização?". Foi uma idéia radical. A indústria automobilística levou 20 anos para incorporar esse conceito. Como se sabe, Demming começou trabalhando com as empresas japonesas.

Hoje o tema não é a qualidade. A qualidade já está dada. O tema é a inovação: fazer da inovação uma profunda competência da empresa. Montar um canal de inovação leva poucos meses. No entanto, obter a capacitação e repeti-lo ano após ano exige um compromisso sustentado com a capacitação e com o ativismo. É preciso investir
no capital imaginativo, que enfatize tanto a inovação como o gradualismo; assegurar-se de que o processo de gestão não mate, inadvertidamente, a inovação, e garantir que a inovação seja um dos valores da empresa.

Olhe o mundo como um reservatório de capacidades e habilidades interessantes, e pergunte-se quais se aplicam ao seu negócio. Esse é o capital de relacionamentos.

OS TRÊS CAPITAIS QUE GERAM RIQUEZA

Os capitais comuns nas empresas -estrutural, financeiro e intelectual- não criam riqueza nova. Eis os capitais que fazem isso:

Capital imaginativo - Consiste em desafiar sistematicamente as verdades do mercado, realizando o impensado.

Capital de risco - Significa estar disposto a investir em coisas novas, correndo riscos.

Capital de relacionamentos - Significa ver as outras pessoas e empresas como donas de habilidades que podem
ser usadas em seu negócio.

QUALIDADES DAS PESSOAS E ORGANIZAÇÕES

Para desenvolver um negócio capaz de sobreviver neste mundo descontínuo, há três qualidades -das pessoas e das organizações- fundamentais:

- Organizações cheias de criatividade.

- Pessoas cheias de coragem para experimentar coisas novas, assumir riscos pessoais e ir a lugares aos quais não tenham ido antes.

- Conexões. Todos os profissionais e empresas precisam ter acesso a toda a economia globalizada, para aprender onde for possível aprender e tomar emprestado o melhor que se encontrar.

Texto extraido de um artigo de Gary Hamel - presidente da firma de consultoria Strategos, sediada em São Francisco, Califórnia, EUA.

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