sábado, 12 de fevereiro de 2011

Desafios e oportunidades para o turismo receptivo internacional brasileiro


Mesmo com o crescimento de cerca de 10% nos gastos dos turistas estrangeiros no Brasil no período de janeiro a outubro de 2010, ante ao mesmo período de 2009, de acordo com dados do Banco Central, a verdade é que, além de atrairmos poucos turistas estrangeiros, seus gastos são pequenos em nosso País.

É preciso compreender que o turismo, por se tratar de um fenômeno multidisciplinar e multifacetado, requer muito mais do que a elaboração de um logotipo, de um slogan e da sua promoção. Aspectos relativos à infraestrutura aeroviária, viária, de informações, de comunicação, de segurança e de equipamentos turísticos, assim como preços competitivos de produtos e serviços em termos internacionais são fundamentais.

Embora não seja o ideal, pelo fato de que já poderíamos estar colhendo os frutos de um turismo receptivo internacional mais desenvolvido, temos duas grandes oportunidades de criar rupturas na velocidade em que vimos evoluindo nessa questão: a Copa do Mundo de Futebol, em 2014, e os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos, em 2016.

Passar de 5 milhões para 8 milhões de turistas estrangeiros em nosso País até 2014, conforme expectativa divulgada pelo Ministério do Turismo, requer a reestruturação e a expansão de grande parte da infraestrurura relacionada ao turismo. Algumas idéias, como a construção de novos aeroportos, de transporte de massa em alta velocidade e outras tantas dificilmente são factíveis em termos de tempo para os referidos eventos, muito embora possam ser pensadas sob outro prisma.

Ainda assim, é possível fazer ajustes que nos dêem condições de bem lidar com essas demandas. Contra nós estamos apenas nós mesmos, pois há muito o que fazer, e o tempo é impiedoso. Está mais do que na hora de tratarmos o turismo como recurso estratégico, que deve ser trabalhado de forma integrada com outras questões, para que possamos dele colher contribuições para nosso desenvolvimento econômico e social.

Enviado por : Braulio Oliveira - doutor em Administração pela FEA/USP; professor permanente do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu da FEI e sócio da Contentos - Soluções em Negócios.

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