domingo, 9 de novembro de 2014

Dia Mundial da Qualidade


O tema Qualidade é de tal relevância que a Organização das Nações Unidas criou o Dia Mundial da Qualidade, comemorado na segunda quinta-feira do mês de novembro. 

Por isso, a Academia Brasileira da Qualidade (ABQ), organização não governamental, sem fins lucrativos e referência nacional sobre Qualidade e Excelência na Gestão, que congrega os principais expoentes da Qualidade dos mais diversos setores econômicos nos âmbitos público, privado e acadêmico, irá realizar no dia 13 de novembro o SEMINÁRIO ABQ QUALIDADE SÉCULO XXI - Os desafios para a Competitividade Brasileira, na FIESP, em São Paulo, SP.

O evento será exclusivo para convidados, porém, terá transmissão ao vivo pela internet.

Local: FIESP - Federação das Indústrias do Estado de São Paulo

Av. Paulista, 1313 - Bela Vista - Salão Nobre - 15º andar - São Paulo, SP



PROGRAMAÇÃO
08:15
Credenciamento e welcome coffee
09:00
Abertura Solene
João Mário Csillag, Presidente da ABQ
O Dia Mundial da Qualidade e a ABQ
09:30
A Liderança Estratégica no Contexto da Gestão da Qualidade
Palestrante: Claudius D´Artagnan Cunha Barros
Diretor da Propar Gestão Empresarial
10:00
Sessão de Debates. Moderador: Marcio Migues
10:20
Intervalo para café
10:50
Qualidade e Sustentabilidade - O importante papel da ISO
Palestrante: Nigel Croft
11:20
Sessão de Debates. Moderador: Basilio Vasconcellos Dagnino
11:40
Qualidade no Serviço Público Brasileiro: Importância da Governança
Palestrante: Jorge Gerdau Johannpeter
12:10
Sessão de Debates. Moderador: Vicente Falconi
12:30
Conclusões do Seminário - o que Fazer?
Presidente João Mário Csillag
13:00 - 14:00
Confraternização


Palestrantes:

Os palestrantes serão : Claudius D'Artagnan Cunha Barros, Nigel Croft, Jorge Gerdau Johannpeter e João Mário Csillag.

Para Claudius D´Artagnan Cunha Barros, nos últimos anos os Sistemas de Gestão, mormente os da qualidade, encontraram um campo fértil no meio empresarial brasileiro, seguramente motivado pelo desafio dos índices de competitividade interna e externa, que em outras palavras significa  sobrevivência no mercado. 

Os modelos de Gestão referência classe mundial como por exemplo os critérios de excelência da Fundação para o Prêmio Nacional da Qualidade, foram iniciativas que alavancaram um sem número de organizações na conquista de novos patamares de gerenciamento sistêmico, o que possibilitou formas mais apuradas do controle de indicadores de desempenho, qualidade e produtividade de bens e serviços. 

A questão agora paira sobre a premência de investimentos mais focados no desenvolvimento da capacidade de liderança, mormente nos níveis táticos que em última análise, são os responsáveis pela gestão daqueles que, na prática, produzirão a Qualidade requerida pelo cliente.

Já Nigel Croft acha que para que uma organização possa buscar um verdadeiro desenvolvimento sustentável e leve em consideração questões econômicas, ambientais e sociais, é imprescindível que haja um método gerencial para disciplinar e aglutinar suas diversas iniciativas. Na sua experiência, um sistema de gestão implementado dentro dos parâmetros das diversas normas ISO fornece esta disciplina.

As normas de sistemas de gestão mais tradicionais da ISO (a série ISO 9000, para sistemas de gestão da qualidade), têm como objetivo principal gerar confiança na qualidade e na consistência dos produtos e serviços fornecidos pela organização. 

Sua implantação eficaz fornece uma vantagem competitiva para que as empresas demonstrem confiança aos seus clientes, clientes potenciais e outros, e também pode contribuir para a eficiência da empresa em alcançar seus resultados pretendidos, particularmente quando o sistema for implantado como parte de uma cultura e filosofia da qualidade, no sentido mais amplo. 

A mesma coisa se aplica à norma ISO 14001 (Gestão Ambiental), ISO 50001 (Gestão da Energia) a futura norma ISO 45001 (Gestão da Saúde e Segurança), e normas atualmente em vias de desenvolvimento como, por exemplo, a muito esperada ISO 37001 (para Gestão Anticorrupção ou Antipropina).

"Nos últimos anos, dentro da ISO e do International Accreditation Forum (IAF) tem existido a preocupação de evitar a percepção de que a ISO 9001 e as demais normas de sistemas de gestão só dizem respeito a documentos e burocracia. 

O objetivo deve ser implementar um sistema documentado (na medida certa para alcançar os objetivos) e não um sistema de documentos", acrescenta.

Jorge Gerdau Johannpeter defende que as mudanças, que aconteceram na globalização, foram um processo muitas vezes não muito bem entendido. A real globalização provoca temor porque exige mudanças. Mas o mais interessante é que o grande fator de tecnologia fez a globalização acelerar. 

"No Brasil, não temos muitos centros de debates de ideias, a matéria não é muito trabalhada e tem outro tema que me preocupa mais: a distância entre o empresariado, mundo político e acadêmico. 

Quando a coisa é complicada, os três (empresariado, mundo político e acadêmico) têm de conversar. Tem preconceito de tudo que é lado. Nem sei quem tem mais, nem interessa. Solto minhas angústias pessoais e globais em relação ao país e ao Estado porque sinto a inteligência de ajustamento que as empresas têm de fazer com as mudanças."


Enviado: Hayrton Rodrigues do Prado Filho

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