quarta-feira, 10 de junho de 2015

10 erros mais comuns dos intercambistas

O sucesso da experiência no exterior depende de escolhas conscientes, muita pesquisa e planejamento

Fazer um ótimo intercâmbio, para muitos, é questão de ter dinheiro, já que isso permite escolher os destinos mais caros e pacotes mais completos, com conforto e pouco trabalho. Não dá para negar que recursos financeiros serão fundamentais para quem quer passar uma temporada no exterior. Mas engana-se quem pensa que, necessariamente, o maior investimento proporcionará os melhores retornos ou garantirá o sucesso do intercâmbio.

A qualidade da experiência em terras estrangeiras depende de uma série de fatores. Um levantamento feito pelos consultores da Seda Intercâmbios, agência que possui parceria com instituições de ensino renomadas em mais de 40 países, mostrou os erros mais comuns cometidos pelos intercambistas. A gerente de vendas Daniela Decimoni dá dicas para quem está pensando em sair do Brasil. 

Se você quer estudar, trabalhar no exterior ou simplesmente conviver com uma cultura diferente, aqui está uma lista de coisas que você deve evitar.

1. Falta de informação:

O estudante não pesquisa a fundo sobre o destino e acaba escolhendo o lugar errado. Esse é um dos erros mais comuns e que pode resultar no fracasso da experiência, especialmente se você for do tipo de pessoa que não se adapta facilmente ao novo. Muitos intercambistas até chegam a pesquisar sobre o país onde pensam em passar uma temporada, mas não prestam atenção nos detalhes e deixam as expectativas muito altas - nesse caso, é fácil se decepcionar.

2. Perfil incompatível com o lugar:

Um lugar frio pode parecer encantador nas fotos e filmes, mas se você não costuma gostar de baixas temperaturas é bom evitar esses destinos. “As pessoas acham que vão se adaptar com o tempo, mas muitos não conseguem suportar o vento gelado, a chuva ou a neve por dias consecutivos. Em poucas semanas, já pensam em voltar para o Brasil”, alerta Daniela. O ideal é pesquisar até encontrar um pacote que feche com seu perfil - tanto em questão de atividades oferecidas quanto em características climáticas e culturais.

3. Momento errado:

A hora certa de fazer intercâmbio é algo bastante pessoal. Para alguns é aos 16 anos, para outros é depois dos 40. A decisão tem que ser de cada um. De nada adianta ir para outro país porque a família incentiva ou porque os amigos fazem pressão. "Vale lembrar que o namoro pode interferir mais do que parece nessa decisão. Muitos estudantes voltam porque começam a namorar antes de embarcaram para sua experiência internacional", reforça a gerente da Seda Intercâmbios.

O momento certo para fazer um intercâmbio é quando a pessoa realmente quer passar por essa experiência e tem vontade de conhecer o diferente. É preciso estar aberto às novidades, ir para um clima frio e se adaptar. É não saber o idioma, mas, ainda assim, conseguir se relacionar com os nativos. Se a pessoa está indecisa, ainda não é a hora.

4. Achar que “lá fora” o mundo é perfeito:

Há quem pense que fora do Brasil nada acontece de errado e quando vê alguma notícia ruim fica chocado ou decepcionado com a escolha do destino do seu intercâmbio. É importante saber que toda cidade, especialmente as maiores, costumam ter problemas sociais, problemas de infraestrutura e até mesmo na área da saúde - mesmo nos países desenvolvidos. Daniela alerta: "o intercambista deve ter em mente que a experiência será diferente, e não, necessariamente, em um país perfeito".

5. Não se preocupar com a saúde:


A maioria não se preocupa em consultar um médico antes de deixar o país e não quer fazer nem mesmo um seguro de saúde. Depois, acaba enfrentando transtornos e pode acabar tendo gastos altos e inesperados com consultas e emergências.

Antes de embarcar, é importante verificar se está tudo em dia com seu corpo e também ter um seguro para contar com assistência médica em caso de imprevisto. Existem diversas coberturas de seguro e muitos países exigem um valor mínimo dessa cobertura para imigrantes. Tem ainda o seguro de viagem que cobre muito além das questões emergenciais, como remédios, perda de bagagem, assistência jurídica, repatriação entre outros assuntos. Em casos de emergência muitas seguradoras enviam médico a domicilio.

6. Escolher o mais barato:

Pensando em economizar, muitos intercambistas fecham o pacote mais barato apenas para ter a oportunidade de estar em outro país. É comum o arrependimento depois, porque o pacote não tem nada a ver com o estilo da pessoa, porque o destino não agrada, porque a escola não oferece o que a pessoa esperava e muitas outras decepções que podem deixar a experiência chata. É preciso se preparar financeiramente para imprevistos e para escolher a opção que mais o ajudará na conquista de seus objetivos.

7. Arrumar a mala sem pensar no destino:


O primeiro passo é verificar qual o clima do destino na época em que a pessoa estiver para chegar. O que não pode faltar são roupas confortáveis e um bom tênis, seja para uma viagem de lazer ou estudo. Sempre se anda muito nos primeiros dias.

“O recomendável é não levar muita bagagem. Arrume a mala uns dois dias antes da viagem com tudo que gostaria de colocar e depois vá tirando o que achar que está em excesso. A maioria das companhias aéreas permite duas malas de até 32 quilos. Recomendamos que leve uma mala apenas, pois os estudantes sempre voltam com uma mala a mais”.

8. Não buscar ajuda profissional:


A maioria dos estudantes não tem ideia por onde começar quando pensa em fazer um intercâmbio. Existem muitas opções de destino, escola, acomodação e, na hora de escolher, o estudante fica perdido. Os profissionais da área fazem uma avaliação do perfil de cada pessoa e repassam opções que elas possam considerar interessantes. Além disso, a pessoa recebe toda orientação para o embarque, detalhes da viagem e também para o retorno.

9. Achar que o intercâmbio resolve tudo:

Se você estiver passando por um momento difícil em um relacionamento, talvez um intercâmbio seja uma boa opção. Às vezes, a experiência no exterior também ajuda a superar a dor da perda de um parente ou amigo. O que não pode acontecer é alguém ter um problema de saúde, como depressão, e achar que fazer um intercâmbio pode melhorar. Na maioria dos casos, os problemas ficam piores e a experiência pode virar um pesadelo.

10. Não avançar no aprendizado do idioma:

É comum a frustração quando a pessoa escolhe um idioma para estudar e não percebe o quanto melhorou sua fluência no intercâmbio. “Vi muitos estudantes não mudarem de nível na escola em seis meses, tempo de duração do curso em muitos países. Acredito que a maior culpa é do próprio estudante, pois o progresso depende muito do esforço dele fora da sala de aula, como participar de grupos de conversação, ouvir rádio e televisão local, filmes e outras atividades que o force a praticar o idioma”, completa a gerente de vendas da Seda Intercâmbios.

A dica é se dedicar ao máximo e fazer o dinheiro e o tempo investidos valerem a pena.



Fonte: Marciéli Palhano

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