terça-feira, 8 de setembro de 2015

Rio Grande do sul por um ângulo inusitado


Desvendar o Rio Grande do sul por um ângulo inusitado, em um roteiro ecológico que mistura Mata Atlântica, florestas de araucária e o pampa gaúcho, com campos abertos, penhascos e cânions. 
Essa é a proposta da Freeway Viagens, ao criar uma viagem por essa região que é quase um segredo do estado, quando comparada aos destinos turísticos mais conhecidos. 

Os Aparados da Serra são as encostas da Serra Geral, no Sul do Brasil. O nome "Aparados" foi dado pelos tropeiros, por causa dos penhascos verticais que parecem cortados por facas. Era assim que os tropeiros viam esses cânions, quando desbravavam as terras gaúchas. 

Os Aparados da Serra Geral guardam a maior parte de Mata Atlântica preservada do Brasil, onde vivem animais silvestres como o temido puma, o veado campeiro, o lobo-guará e aves raras como o papagaio de peito roxo. Esse conjunto de cânions ainda possui o maior número de vertentes de águas cristalinas do país, onde se registram também as menores temperaturas. 

A viagem começa em uma das mais autênticas cidadezinhas da imigração italiana, Antônio Prado, cenário de um filme clássico sobre os imigrantes: "O Quatrilho". Conhecer Antônio Prado é mergulhar na história do Brasil, dentro do maior acervo sobre a imigração italiana do país, da arquitetura aos costumes.

A hospedagem é em uma pousada rural, onde se pode sentir o aconchego, a festividade dos donos, com suas raízes imigrantes da bota. A comida é de fogão à lenha, com verduras da localidade, maçãs e uvas dos pomares da propriedade, geléias feitas em casa e vinhos locais. 

"É um lugar de autenticidade ímpar. Convivemos, ali, com famílias que cantam para nós as canções da imigração", conta Edgar Werblowsky, fundador da Freeway Viagens e idealizador de muitos dos roteiros pioneiros que marcam o ecoturismo no Brasil.

Dessa cidade cheia de história, parte-se para a península do Rio Grande, onde se encontra uma dos maiores santuários da vida selvagem do país, o Parque Nacional da Lagoa do Peixe, para onde migram dezenas de espécies de aves do Hemisfério Norte e da Antártida em busca de descanso e comida. 



Localizado no litoral, o Parque Nacional da Lagoa do Peixe abrange os municípios de Tavares, Mostardas e São José do Norte. Pode ser chamado tecnicamente de laguna, pois tem um canal de comunicação com o mar durante a maior parte do ano. 

O espelho d'água de 35 quilômetros de extensão é ponto de encontro de aves migratórias do hemisfério Norte (no verão) e Sul (no inverno) --dentre elas, os famosos flamingos e outros pássaros como gaivotas, biguás, maçaricos-de-peito-vermelho e trinta-réis. Não só as aves se alimentam dos frutos da lagoa. Vivem ali pescadores, descendentes dos lusitanos, que sobrevivem da pesca artesanal do camarão no verão e da tainha no inverno.

Depois, subindo o planalto que se espraia em direção a Santa Catarina e se debruça sobre as escarpas da Serra do Mar, encontramos os Parques Nacionais dos Aparados da Serra e da Serra Geral, onde se situam os maiores cânions do Brasil -- o Itaimbezinho e o Fortaleza. 

O roteiro completo leva a descobrir uma região ainda pouco explorada do Rio Grande do Sul, que guarda muitas maravilhas. O estado, afinal, desfruta de paisagens belíssimas, com dezenas de aves migratórias, sem falar dos enclaves de imigrantes da Itália, que preservam com fidelidade os costumes e a cultura de seus antepassados.

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