segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Tobago, o Caribe rústico e desconhecido

Mergulhar em Tobago significa poder encontrar mais de 300 espécies diferentes, inúmeros corais e a maior tartaruga marinha do planeta / Kadu Pinheiro 


Quem for visitar a 14ª edição do PADI Dive Festival, que acontece entre os dias 1 e 6 de outubro, a procura de um destino completamente novo para se aventurar debaixo d’água pode comemorar. A ilha de Tobago, no Caribe, é a mais nova opção de turismo no país e estará com um stand na maior feira de mergulho da América Latina, que faz parte da 18ª São Paulo Boat Show, no Transamérica Expo Center. 

O fundo das águas do Antlântico e Caribe que envolvem os 300 km quadrados do território reserva surpresas como o maior coral cérebro do Ocidente, mais de 300 espécies diferentes de animais e a maior tartaruga marinha do planeta, conhecida como Tartaruga Marítima de Couro (leatherback sea turtle) que chega a pesar até 700 kg. 


A preservação é tanta que a sensação de quem mergulha por lá é de estar num lugar nunca antes explorado pelo homem. Segundo a revista inglesa Sport Diver, Tobago está entre os 30 melhores locais de mergulho no mundo. Tobago oferece 54 pontos de mergulho, tanto no Mar do Caribe como no Atlântico. É possível cruzar de um para o outro em questão de minutos. Águas cristalinas, boa infraestrutura para mergulho e temperatura da água sempre agradável - média de 25 a 28 graus ao longo do ano inteiro, fazem de Tobago um destino perfeito para quem busca um mergulho tranquilo e seguro. 

A visibilidade média varia de 15 a 20 metros, chegando a mais de 30m na estação seca. Outra vantagem é a proximidade dos pontos de mergulho, já que a maioria deles está a menos de 15 minutos de barco da costa. Os diferentes lados da ilha têm características próprias e distintas. Derek Chang, dono da Undersea Tobago - uma das mais tradicionais operadoras de mergulho da ilha, aberta há 17 anos - explica as diferenças. 

“No sul caribenho é possível ver animais maiores, muitos corais, rochas e o naufrágio Maverick, uma balsa de passageiros que foi afundada em Mount Irvine em 1997 e tornou-se um ecossistema muito fértil”, diz Chang.



Grandes cardumes de peixes e uma verdadeira sensação de mistério e aventura encantam os visitantes. Toda a estrutura está coberta de ostras, lagostas e abriga muitas moreias. A costa sudeste é perfeita para a prática de snorkeling, já que regiões como Nylon Pool e o Parque Nacional de Buccoo Reef apresentam águas muito claras. Já no norte da ilha, que é banhado pelo Oceano Atlântico, os mergulhos “exigem mais experiência, pois temos maiores profundidades, a corrente é mais forte e fazemos o drift diving (quando o mergulhador inicia sua exploração em um ponto, é transportado pelas correntes marítimas e é recolhido em outro ponto final)”, ressalta Chang. 

Mergulhadores que curtem áreas mais remotas e menos turísticas preferem o norte de Tobago, conhecida como Speyside. É lá que fica o Blue Waters Inn, hotel boutique pé na areia que oferece um dos melhores passeios para os mergulhadores, sobretudo os mais experientes. 


Além de uma praia particular o hotel conta com um moderno centro de mergulho e uma novíssima lancha avaliada em US$ 1 milhão com a melhor estrutura para os praticantes do esporte. É na costa de Speyside que fica o maior coral cérebro do Ociente, com impressionantes 5,3 metros de largura . É em Speyside que ficam também as famosas ilhas de Goat Island e Little Tobago, onde Ian Fleming, criador do James Bond, tinha uma casa de verão e escreveu vários roteiros do famoso agente secreto 007. Japanese Garden e Kamikaze Cut, Londos Bridge, Kelleston Drain e Blackjack Hoke são outros pontos memoráveis de mergulho ao norte da ilha.
                        

Raias mantas, raias chitas, tartarugas, moreias, garoupas, barracudas, tarpões, lagostas, tubarões e variados cardumes de peixes são facilmente avistados nas águas de Tobago. Entre março e junho é possível se deparar com uma tartarugas de couro, da espécie Dermochelys coriacea, marca registrada de Tobago. Com cerca de 2m de comprimento, 1,5m de largura e chegando até 700kg, elas estão em extinção no mundo todo. Entretanto, elegeram Tobago como refúgio seguro para sua reprodução, principalmente nas praias do norte, como Arnos Vale e Great CourCourand Bay.

Para quem prefere as formações de paredes verticais, planícies e desfiladeiros a ilha também oferece opções muito exuberantes. Tobago é considerado um paraíso para os mergulhadores por oferecer uma experiência que poucos destinos no mundo ainda conseguem dar. 
O território caribenho foi o primeiro do Ocidente a transformar parte de sua terra em parque nacional, em 1776. A floresta tropical que envolve 2/3 de Tobago, chamada Main Ridge, é muito preservada e lembra muito a nossa Mata Atlântica. Essa proteção é percebida também nas águas tobaguianas justamente com a enorme variedade de espécies de fauna e flora. 



Outro diferencial para os mergulhadores em Tobago é a segurança. Há uma câmara hiperbárica, em caso de uma eventual emergência embaixo da água que culmine em despressurização. A câmara recria uma pressão até três vezes maior que a pressão atmosférica ao nível do mar, oferecendo oxigênio puro a 100%. Iniciantes que sonham em ser tornar mergulhadores e até mesmo crianças podem começar sua vida embaixo da água em Tobago. 
É possível realizar um curso básico em apenas uma semana na ilha - fazendo a teoria online - e receber o certificado da PADI. Para os pequenos há programas como Bubble Makers ou Sasy, destinado para os crianças entre cinco e dez anos. 

Desde janeiro chegar em Tobago é bem simples: existe um voo Gol saindo de São Paulo todos os sábados para a ilha caribenha. A viagem dura apenas 7h20, já incluindo uma rápida escala de cinquenta minutos em Barbados. Até o fim de abril de 2016 as passagens baixaram de US$ 599 para US$ 400 + taxas, um desconto de 30% (exceto nas semanas de ano novo, Carnaval e Páscoa). Operadoras como CVC, Ancoradouro, Vectra Viagens, Baritur e Azul Profundo já estão trabalhando o produto e disponibilizando pacotes especiais para os brasileiros.



Fonte: Francisco Marianno

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