quarta-feira, 2 de março de 2016

Dia Nacional do Turismo, 2 de março


De modo geral, se concebe enquanto turismo, as viagens a locais que despertem interesse, originados a partir de diferentes motivações, dentre estas a de lazer. Assim, para que possa existir, o turismo se utiliza e necessita de uma variada gama de elementos como estruturas de acesso a facilidades como estradas, saúde, segurança, estruturas de embarque e desembarque por diversos meios de transporte, hospedagem, alimentos e bebidas, eventos além de agenciamentos diversos entre outros itens que compõem através da junção da estrutura pública com os investimentos receptivos privados ou públicos a oferta turística.

A alta competitividade e a segmentação de mercado fazem parte da realidade do mercado turístico, não só no Brasil, e ocorre prioritariamente em função das características de seu consumidor, especialmente relacionadas a suas motivações, interesses pessoais e a própria condição socioeconômica.

A atividade turística tem se popularizado, notadamente devido a evolução dos meios de transportes, que possibilitaram acessibilidade aos destinos; alto investimento em tecnologias, que contribuem para a dinamização da informação e facilidade na comercialização de produtos e serviços turísticos; bem como ao fato do lazer e, consequentemente o turismo, terem se constituído em um direito e desejo das pessoas.

O Brasil apesar de detentor de paisagens de rara beleza cênica e rico patrimônio cultural tem pouco o que comemorar na atualidade, notadamente devido a sérios problemas que caracterizam a atividade, dentre estes a organização e planejamento dos destinos turísticos que apresentam gargalos especialmente no que diz a qualidade da estrutura de deslocamento; políticas públicas que ainda não colocam o turismo como elemento central e distintivo para a economia, cultura e desenvolvimento da nação, além da ausência de boa parte dos servidores do turismo e da população em geral aderirem ao espírito do bem receber.

Ainda somos pouco competitivos quando comparados a outros países. A área é uma das que mais resistem a crises e perturbações mercadológicas e ainda assim os números do turismo brasileiro em termos de atratividade de visitantes ou usuários podem ser considerados modestos.

Nesse sentido, os Cursos de Turismo, como o da Unesp de Rosana, têm buscado aliar a teoria e a prática no ensino desse campo de conhecimento, bem como de atividade profissional no intuito de promover uma formação humanista e de perspectiva crítica e reflexiva para a intervenção no desenvolvimento de um turismo melhor e mais adequado as necessidades e exigências da sociedade contemporânea, a partir de um mercado altamente competitivo e especializado.

Fonte: Fábio Luciano Violin e Fernando Protti Bueno são professores do curso de Turismo da Unesp de Rosana.

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