quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Arquidiocese de Bruxelas planeja fechar maioria das paróquias


A maioria das 108 igrejas paroquiais de Bruxelas está ameaçada de fechamento a prazo breve ou médio, segundo projeto pastoral estimulado pelo novo arcebispo da cidade. Os fiéis estão chocados e acham quase indecente esse fechamento maciço, quando milhares de cristãos morrem a cada dia no Oriente para que seus templos prossigam abertos.

De fato, na capital da Bélgica e da União Europeia, aos domingos está havendo cada vez menos missas, em virtude de um projeto pastoral pouco conhecido dos fiéis na época da “sinodalidade”. O referido projeto pretende fundir as paróquias e concentrar as missas de domingo para conseguir maior movimentação.

Para os fiéis, o projeto vai criar grandes circunscrições impessoais que extinguirão a vida paroquial. O desaparecimento programado teria então efeitos opostos às intenções anunciadas: afastará as pessoas das igrejas, diminuirá o número dos fiéis, debilitará o tecido eclesial e penalizará os católicos dos bairros mais pobres.

A prática religiosa, o número dos seminaristas e dos batismos de adultos vinha aumentando após o pontificado do arcebispo anterior, que imprimiu uma tendência tradicional à arquidiocese. A Igreja em Bruxelas dispõe de abundantes recursos para manter a vida de suas 108 igrejas, que são frequentadas semanalmente por 144.000 católicos praticantes (12% dos bruxelenses), além de milhares de estrangeiros e visitantes. O custo de manutenção desses 108 templos é inferior a 4 euros por habitante ao ano e por sinal foi assumido pelos órgãos públicos regionais.

Os fiéis lançaram um abaixo assinado pedindo ao arcebispo Dom De Kesel e ao bispo-auxiliar Dom Kockerols que renunciem a esse plano demolidor.

Nomeado muito recentemente, o arcebispo Dom De Kesel adotou uma linha pastoral oposta à do antigo arcebispo, Dom Léonard. Esse foi acusado de excessivamente tradicional pela minoria radical progressista e pelo discutido arcebispo emérito Cardeal Danneels, ferrenho promotor do Concilio Vaticano II, amigo e conselheiro do atual Pontífice Francisco I. 


Fonte: Luis Dufaur - escritor, jornalista, conferencista de política internacional e colaborador da ABIM

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