segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Museu do Amanhã é eleito o melhor da América do Sul e Central


Símbolo da revitalização da zona portuária do Rio de Janeiro, o Museu do Amanhã ganhou destaque internacional na sexta feira, dia 30 de setembro, ao ser homenageado no Leading Culture Destinations Awards, prêmio britânico considerado o "Oscar dos Museus".

Ricardo Piquet, diretor-presidente do Museu do Amanhã, recebeu, no The Langham London, em Londres, o troféu na categoria melhor museu do ano da América do Sul e Central (Best New Museum of the Year - South & Central America), que considera as instituições inauguradas e/ou reformadas nos últimos 15 meses.

A instituição carioca superou o Museo Internacional del Barroco, em Puebla, México, e o Space Caribbean, em Kingston, Jamaica. No ano passado, primeiro ano da categoria, o vencedor foi o Gran Museo del Mundo Maya, em Merida, México. O Museu do Amanhã foi o único representante da América do Sul na cerimônia.

"É um grande orgulho para um museu tão jovem receber tamanho reconhecimento. Em pouco mais de nove meses, o Museu do Amanhã se tornou uma referência mundial, atraindo um público que supera um milhão de pessoas. Este prêmio coroa o esforço de ampliar o debate dos amanhãs possíveis e de um futuro melhor para todos. Algo de que amo fazer parte", comemora Piquet.

O projeto arquitetônico do Museu do Amanhã, idealizado pelo espanhol Santiago Calatrava, também se destacou no prêmio britânico. A instituição ficou entre as três com arquitetura mais inovadora do ano (Museum Architecture of the Year), ao lado do Tate Modern Switch House, Londres, e The Broad, Los Angeles.

“O Museu do Amanhã é um espaço de conhecimento que proporciona uma reflexão ética sobre o amanhã que queremos, uma visão dos futuros possíveis que podemos construir a partir das nossas decisões, em uma perspectiva de convivência com o planeta e entre nós mesmos," define o diretor-geral da Fundação Roberto Marinho, Hugo Barreto.

Em sua terceira edição, o Leading Culture Destinations Awards homenageia museus e cidades por sua dedicação ao panorama cultural com os vencedores escolhidos com base na qualidade e alcance das suas contribuições para a esfera internacional. A intenção é reconhecer instituições, organizações e cidades que apresentaram contribuições exemplares para a vida cultural local e mostrar destinos emergentes.

De acordo com a organização, um número crescente de cidades na Ásia, Oriente Médio e América Latina está começando a exercer uma concorrência contra Londres, Paris e Nova York, líderes mundiais históricos em museus e instituições culturais. São avaliadas desde a programação e gestão dos museus, até eventos realizados em parceria com outros setores. Os candidatos são selecionados a partir de informações e recomendações de uma rede global de profissionais do campo da arte, moda, música e cinema.

Museu do Amanhã:

O Museu do Amanhã é um espaço de ciências dedicado a explorar possibilidades de construção do futuro, a partir das diretrizes de sustentabilidade e convivência. Seu percurso narrativo é norteado por cinco perguntas – “De onde viemos? Quem somos? Onde estamos? Para onde vamos? Como queremos ir?” – e se desdobra em experiências imersivas, ambientes audiovisuais e instalações interativas.

O público é convidado a se engajar em uma reflexão sobre a era do Antropoceno, quando o homem se tornou uma força planetária capaz de alterar o clima, degradar biomas e interferir em ecossistemas.

O Museu do Amanhã é uma iniciativa da Prefeitura do Rio de Janeiro, concebido e realizado em conjunto com a Fundação Roberto Marinho, instituição ligada ao Grupo Globo, tendo o Banco Santander como Patrocinador Máster.

O projeto conta ainda com a Shell como mantenedora e o apoio do Governo do Estado, por meio de sua Secretaria do Ambiente, e do Governo Federal, por intermédio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). O Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG) é responsável pela gestão do museu.



Fonte:Carolina Bellei

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