quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Segurança na blindagem veicular é fator “vital” para escolha



Em um país em que o crime e a violência consomem mais de US$ 91 bilhões (cerca de 258,3 bilhões de reais) e a insegurança ainda é uma das maiores preocupações da população, torna-se necessário o investimento particular em medidas que possam garantir a proteção das famílias brasileiras.

Apesar de os dados acima, elaborados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) serem de 2014, eles refletem, de alguma forma, no aumento da busca por veículos blindados, que saltou, de 388, em 1995 para mais de 97 mil, em 2014, segundo informações da Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin). 


Atualmente, o Brasil possui a liderança mundial na frota de blindados, com mais de 160 mil veículos, superando países como Estados Unidos e México, que lideraram esta estatística por longo período. São Paulo é a cidade com maior número de blindagens entre todos os estados da federação, com mais de 70% do total.

Para o especialista em segurança e serviços de blindagem de veículos, com mais trinta anos de atuação e ultrapassadas as mil blindagens no currículo, Glauco Splendore, é crucial que os consumidores se atentem a alguns cuidados no momento da escolha da empresa que prestará este serviço. “Estamos lidando com vidas. E vida só tem uma. Não existe margem para erros ou gambiarras”, ressalta.

Obter referências documentais da blindadora, conferir minunciosamente o material utilizado e acabamento interno, conhecer o sistema de testagem e obter garantias de que todos os itens, como vidro, portas, ar-condicionado e comandos do veículo estão funcionando perfeitamente ao sair da fábrica são algumas das orientações do especialista. Problemas relacionados a delaminações (descolamento entre as lâminas de vidro e de policarbonato, que constituem o pacote balístico de um vidro blindado), alinhamento e travas de portas não são incomuns no mercado.

Além de todos estes cuidados, o profissional destaca que é, literalmente, vital para garantir a tranquilidade do cliente, conhecer as certificações da empresa e saber se ela segue todas as normas, exigidas pelo Exército Brasileiro para obtenção da licença de blindagem. “Se houve uma falha na blindagem, por mínima que seja, já não há garantia da proteção”, ressalta Splendore, que inaugura, neste mês, em São Paulo, a empresa Splendore Blindagem. “É um segmento que deverá ter um crescimento entre 15% a 20% neste ano”, enaltece.

Por fim, aponta para a possibilidade de o cliente obter laudo técnico da blindagem. “Blindadoras certificadas têm todas as condições para emitir este documento”.

Há várias categorias de blindagem para carros, que vão desde o nível 1 ao nível 4. Eles se diferenciam pelo grau de proteção balística: cada tipo de blindagem resiste a tipos maiores ou menores de calibres de armas de fogo. O mais comum no País é o nível 3A. Níveis mais elevados de blindagem só são permitidos para o Exército ou para civis mediante permissão. Para blindar um veículo é necessário cerca de um mês.

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Documentos necessários para regularização de um carro blindado

- O carro: autorização de blindagem (emitida pelo Exército), registro da blindagem junto ao Exército e o Detran e certificado de inspeção no INMETRO.

- Proprietário: conjunto de documentação mostrando a idoneidade da pessoa (certidões criminais), atestado de residência e documentos pessoais.

- Blindadora apta : toda empresa blindadora tem por obrigação legal ter a autorização do Exército Brasileiro e da Polícia Civil do Estado para desenvolver a atividade de blindagem.

Além disso, é desejável que tenha também algum certificado de enquadramento às normas da ISO, ABNT, etc.

- Documentos para compra de um carro blindado usado:

Todo veículo deve possuir no documento de propriedade a inscrição “veículo blindado”. Esta é a prova de que todo o procedimento legal foi cumprido.



Fonte: Marcio Santos 

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