sexta-feira, 7 de abril de 2017

Saneamento dependerá cada vez mais de investimento conjunto entre publico e privado



Durante o evento “Fórum UK-Brasil - Investimentos e Inovação em Água”, realizado em São Paulo, André Clark Juliano, diretor presidente da Acciona no Brasil, destacou que o setor de saneamento brasileiro dependerá cada vez mais de investimento conjunto entre agentes públicos e privados para conseguir desenvolver a oferta de um serviço básico e primordial para a população brasileira, cujo déficit é histórico no País.

No evento promovido pelo Ministério de Comércio Internacional do Reino Unido no Brasil, Clark foi um dos participantes do Painel: “Desafios e Experiência em Infraestrutura de Saneamento: Como o Reino Unido pode ser parceiro do Brasil?”, em conjunto com Eduardo Castagnari, diretor comercial da GS Inima e do moderador Fernando Belloube, diretor da Turner&Townsend.

Clark deixou clara a visão da Acciona sobre o setor de saneamento no País: “o Brasil é um enorme mercado, com muita oportunidade para o desenvolvimento sério de saneamento básico para os municípios”. 


A inexistência de tecnologia para o setor é algo que atrai empresas como a Acciona, com aplicações que podem se tornar rentáveis. 

Contudo, três fatores dificultam o desenvolvimento do setor no curto prazo: 

- 1) a existência de mais de 50 agências reguladoras diferentes, com um sistema de concessão heterogêneo, que assusta investidores e empresas privadas; 

- 2) a fragilidade fiscal dos Estados, que dificulta o desenvolvimento de PPPs no setor;  

- 3) a regulação tarifária, com disparidades entre os 27 estados brasileiros, o que também dificulta a tomada de decisão afasta os investidores.

“O Reino Unido soube lidar com o setor de saneamento desde antes da privatização. A regulamentação nacional daquele país facilita muito o entendimento entre os setores público e privado, garantindo serviços de qualidade para a população. 

No Brasil, é necessário o empenho dos agentes públicos e das empresas privadas para que uma melhor regulamentação seja criada, com o objetivo de facilitar e propiciar maiores investimentos para a infraestrutura brasileira”, comentou Clark.

Sobre como o Reino Unido pode ajudar o Brasil no desenvolvimento do setor de saneamento, Clark citou a colaboração e troca de informações entre os dois países. 
“Além da utilização dos fundos de investimento ingleses, uma perspectiva na colaboração UK-Brasil, neste segmento, são os estudos, os modelos, as trocas de referências e o histórico regulatório vitorioso do Reino Unido, principalmente num momento em que o BNDES está auxiliando os estados brasileiros na busca de novos modelos para o desenvolvimento do saneamento. Vemos isso como bons olhos, e a colaboração com o Reino Unido poderá gerar grandes soluções para o futuro”, completou Clark.



Fonte: Giovanna Picillo 

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