quarta-feira, 13 de junho de 2018

Viagem de avião demanda cuidados específicos com os olhos


Viajar é sempre uma delícia. Mesmo quando estamos a trabalho, conhecer novos cenários e pessoas ajuda a oxigenar as ideias, estimular a criatividade e aumentar nosso repertório cultural. Mas, para tirar proveito do destino, é preciso tomar alguns cuidados desde o embarque no avião, principalmente no que diz respeito aos olhos.

O médico oftalmologista Dr. Rubens Belfort, da Clínica Belfort, da capital paulista, lembra que um dos problemas mais comuns enfrentados pelos viajantes é a síndrome do olho seco. “Ficar muito tempo no ar condicionado do avião e as horas acordado assistindo a filmes e seriados contribuem para o ressecamento dos olhos”, conta. 


Para aliviar o problema, é preciso se manter bem hidratado e utilizar um colírio de lágrima artificial para manter os olhos bem lubrificados, principalmente quem já sente a secura no dia a dia.

Pessoas que usam lente de contato sabem que elas também ajudam a ressecar os olhos, em especial se usadas durante a noite. Como é difícil manipular as lentes no avião, Dr. Rubens sugere viajar de óculos e colocar as lentes apenas na chegada ao destino. 

“Também é importante levar lentes de contato extras, assim como um par de óculos a mais. É muito comum ouvir pacientes relatarem a perda de óculos e lentes durante viagens e, com isso, tiveram de passar boa parte do passeio sem enxergar direito, até conseguir consulta com um oftalmologista e uma ótica rápida.”

Aqueles que vão ao exterior também precisam ficar atentos aos colírios que demandam prescrição médica. Nem todos os medicamentos vendidos sem prescrição no Brasil podem ser comprados sem receita em outros países. “É o caso do colírio para glaucoma e alguns anti-alérgicos”, lembra Dr. Rubens. Assim, o ideal é levar uma quantidade de colírio para toda a sua viagem.

Os pacientes que se submeteram a alguma cirurgia ocular também sentem dúvidas sobre poder ou não embarcar no avião. Sobre isso, o médico explica que só há restrição se, durante o procedimento, foi utilizado algum ar ou gás dentro do olho, como nas cirurgias de retina. 

“No caso das outras operações, não há problema em viajar de avião, mas é bom avisar o médico se tiver alguma viagem marcada para não ter o risco de ter de mudar os planos”, conclui o oftalmologista da Clínica Belfort.


Fonte: Dr. Rubens Belfort Neto Oftalmologista - Professor Afiliado da Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina Presidente da Sociedade Pan-Americana de Oncologia Ocular (2016-2018)


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